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Desejo de cidades possíves


Parque do Flamengo, RJ – texto e fotos: Gira

Quando a cidade torna-se parque
a avenida repulsa o automóvel
e se enamora das pessoas
Digo a ela que sou indiferente
porque no entorno temos plantas exuberantes
quadras de tênis, futebol e peteca
e o que mais se fizer com coisas voadoras

E digo que nem me importa
que já temos espaço para caminhantes
bicicleteiros e corredeiras
bicho e gente
E que temos encontros e paisagem
e lá atrás o horizonte

Eu digo que ela não me faz a menor falta

Gira, 12 de agosto de 2007

5 Comments

  1. Alexandre SP
    Posted 17/08/2007 at 15h48 | Permalink

    Mesmo com todos os problemas do Estado (prefeitura, governo e instituições) no Rio de Janeiro, a falta da saúde pública, a violência noticiada todo dia “Foi ouro, prata, bronze e agora é chumbo”, a sociedade carioca tem conquistado espaços que em outras partes do nosso pais, é território de maquinas de quem “paga IPVA”.
    Espero que os outros governantes aproveitem as boas experiências de lá… já que não temos praias nem parques… usemos o “elevado Costa e Silva” (minhocão) no fim de semana….
    Será que um dia a Interlagos, Rubem Berta, Moreira Guimarães, Vinte e Três de Maio, Preste Maia e Santos Dumont se tornarão um grande parque ligando toda a cidade, pelo menos aos sábados e domingos? Não custa sonhar não?

  2. Anonymous
    Posted 17/08/2007 at 21h01 | Permalink

    New Babylon first appeared as a set of large, extremely well crafted architectural models. Each presented a different “sector” of the city of the future, a future in with automated machines hidden underground take care of all work and people spend their whole lives drifting through vast interior spaces suspended high in the air. The spaces are interlinked in a labyrinthine network that spreads itself across the entire surface of the earth as one immense building. New Babylon is a seemingly infinite playground. Its occupants continually rearrange their sensory environment, redefining every microspace whithin the sectors according to their latest desires. In a society of endless leisure, workers have become players and architecture is the only game in town, a game that knows few limits.

    Wigley, Mark. Paper, Scissors, Blur. in The Activist Drawing, Retracing Situacionist Architectures from Constant’s New Babylon to Beyond. The Drawing Center, New York, 2001.

  3. Gira
    Posted 18/08/2007 at 16h53 | Permalink

    é alexandre, sonhar é o primeiro passo, desejar! o rio tem estas (muitas) coisas de bom, nós temos que cuidar de sampa!
    que máximo moça anônima!rsss
    me lembrou os “edifícios-casa” e os bairros projetados por le corbusier…
    são tão bonitos! cada apartamento tem um jardim do tamanho do próprio apartamento, e os prédios não
    passam de quatro andares, com muito verde ao redor e nenhum
    muro…
    passados e presentes possíveis!
    beijo!

  4. Anonymous
    Posted 20/08/2007 at 0h52 | Permalink

    Gira, lembrei do arquiteto austriaco Friedensreich Hundertwasser. na casa dele, Hundertwasser Haus, plantas saem e entram, por todos os lados…bjsss.

    http://www.kunsthauswien.com/deutsch/hundertwasser.htm

  5. João Guilherme
    Posted 20/08/2007 at 10h34 | Permalink

    Parabéns pelas fotos e reflexões.

    Ontem fiz também um passeio e as fotos que tirei na “via expressa” foram ainda mais inspiradoras. Surpresa total ao chegar, ainda hoje ponho no ar no blog da TA.

    Bjs e abs,