img.wp-smiley, img.emoji { display: inline !important; border: none !important; box-shadow: none !important; height: 1em !important; width: 1em !important; margin: 0 0.07em !important; vertical-align: -0.1em !important; background: none !important; padding: 0 !important; }

A indústria do medo

bummer_carbusters01.jpg
bummer_carbusters02a.jpg
contra-publicidade: Richard Lane – Ivana Jakubková
revista Carbusters n.16

“A minha criança está segura. E a sua?”

“Quando se trata da sua mais preciosa carga, você não pode brincar com a segurança.

Saber que você e quem você ama estão seguros é algo que nenhum dinheiro no mundo pode comprar.

Em um Bummer você tem certeza que se alguém morrer nas ruas hoje a noite, não será você.

Nós sabemos qual a melhor forma de defesa. É um Bummer.”

“Bummer: proteja-se.”

“Nós cuidamos da natureza:
– Programa Golfinho Seguro – empresa certificada
– Manual de instruções impresso em papel reciclável”

Passe por cima dos outros seres, dirija um tanque de guerra
Jipões SUV perdem espaço nos EUA e viram moda no Brasil (“Ninguém me fecha”)
Fuja $e puder
Enquanto isso, nos jornais da cidade degradada

6 Comments

  1. Gunnar
    Posted 18/10/2007 at 9h24 | Permalink

    *
    “Ele é confortável, seguro e, no trânsito, sou mais respeitada, ninguém me fecha”, afirma a publicitária Luciane Sabbag, 32 anos, que comprou recentemente um Kia Sportage. É seu primeiro SUV, que substituiu um compacto Peugeot 206.

    Com 1,77 metro de altura, ela diz sentir-se melhor dentro do modelo adquirido por R$ 80 mil para ser pago em cinco anos. “No carro menor eu me sentia espremida.”
    *

    Eu quero ir pra Copenhaguem (http://copenhagengirlsonbikes.blogspot.com/) !!!! Não quer se sentir espremida, filha? VAI DE BIKE!!!

  2. Posted 18/10/2007 at 16h51 | Permalink

    Não entendi, essa propaganda é real ou é sátira?

    Pesquisando por Bummer, encontrei referências a uma SUV com esse nome, que seria de uma empresa de salt Lake City chamada Tatonka Products. Encontrei o site deles em http://www.4x4kit.com/ , que por sinal é tosquíssimo. Não achei nenhuma foto de carro com cara de tanque de guerra lá, nem uma lista com o nome dos produtos, nem alguma coisa que identificasse o tal Bummer como existindo e sendo deles, mas me parece que eles vendem kits pra você montar (ou seria pra “personalizar”?) uma SUV para deixá-la com características militares (?).

    Até achei esses textos, em sites de revistas de carros:

    “ALTERNATIVAS TT
    TATONKA GRUNT. CONSTRÚYELO TÚ MISMO.
    Cansado de diseñar y producir moldes de fibra de vidrio para la industria del motor, Richard Tolbert decidió dar un giro a su modesta fábrica de Salk Lake City y comenzar a construir réplicas de Hummer preparadas para montar uno mismo en su propio garaje. Tras más de 120 unidades producidas, Tolbert se vio obligado a dejar de producir su Bummer ante las presiones de General Motors. Lejos de rendirse, decidió crear un todoterreno aún más radical, el Tatonka Grunt.”
    http://www.portalcoches.net/www/contenidos.asp?contentid=520

    “Tatonka (801/262-8200) was there with a Bummer, the very military-looking version of its Hummer rep, as well as an unassembled kit on a trailer.”
    http://www.rodster.com/articles/article15.htm

    Enfim: mesmo pesquisando, não entendi muito bem, mas me parece ser sátira. O tal Bummer seria um kit pra deixar outros carros com cara de Hummer (que não deixa de ser um tipo de tanque de guerra, mas não como o da ilustração) e teriam parado de produzir por problemas com a GM, detentora do design do Hummer. Isso é o que eu entendi, mas sei lá se entendi direito…

    Alguém me explica? 😀

  3. Lilx
    Posted 19/10/2007 at 8h10 | Permalink

    http://www.flickr.com/photos/lilxhk/1631982597/

  4. Posted 19/10/2007 at 17h26 | Permalink

    Hoje vi um Hummer estacionado aqui na rua onde eu trabalho, no Itaim Bibi. Duas rodas em cima da calçada, para que ele não atrapalhasse os outros carros… Como se os outros tivessem culpa do cara ter escolhido um carro ridiculamente largo.

  5. Posted 26/10/2007 at 10h22 | Permalink

    bom, o “programa seguro golfinho” talvez seja o exemplo mais cabal que já vi dos tempos atuais da publicidade. É até difícil tentar escrever sobre. É incoerente? É marcketing? Essa não é a questão, não sei qual é, mas acho que o que importa é o panorama da coisa. Por que é possível colocar um selo de certificação golfinho numa campanha com um tanque de GUERRA? A não ideologia vigente deixa espaçp para qualquer coisa; coerência, linhas de pensamento, oposição ou debate não existem mais. Todos defendem os golfinhos, todos querem segurança, querem carros, defender a natureza…tudo junto, não importa mais a pesquisa, o estudo das causas, a discussão… me parece que a ecologia está fazendo o papel providencial de preencher esse buraco, precisa de uma causa? de um apelo? Usa a ecologia, afinal, niguém é a favor de queimadas

    E a relação maluca com os tanques de guerra nos EUA? Difícil entender sem conversar com alguém nativo ou ler sobre, mas esse país com um mito histórico de expansão, que viveu o equilibrio pelas armas da guerra fria, e com uma relação com as pequenas armas de fogo muito particular tem algum fetiche por armas e poder que não sei bem… eles estão nos lugares mais bizarros http://www.tanklimo.com/

  6. Marcelo
    Posted 17/02/2009 at 9h57 | Permalink

    Tem, ignorante, que acha que andar nestes carros, por que são mais altos do chão tem mais segurança.
    Estes carros, só servem para quem anda em banhado, são os legitimos ¨Carros para Grosso¨.

2 Trackbacks

  1. […] não precisa de um 4×4 Poluição off-road – matéria na CartaCapital A indústria do medo Cidade dos 4×4 This entry was written by luddista and posted on 25 de fevereiro de 2008 at […]

  2. […] A moda agora é o tom bonzinho, um texto meio auto-ajuda acompanhado de uma narração tranqüila e de imagens fofinhas, como animações infantis. Este conceito vem vendendo carros, bancos e poderia vender armas. […]