
“Valet park” do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), na rua Tabapuã.
Ensinando aos jovens universitários uma maneira simples de degradar o espaço público e desrespeitar pedestres.
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“Valet park” do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), na rua Tabapuã.
Ensinando aos jovens universitários uma maneira simples de degradar o espaço público e desrespeitar pedestres.
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Na época do meu primeiro emprego, em 89, o CIEE ficava perto do metrô República. Eu ainda era menor de idade e obviamente não tinha como ir de carro para lá. Eu ainda estava no colegial ou ensino médio. Não sei se hoje só contratam para estágio quem está na faculdade, mas imagino que muitos dos jovens que precisam do CIEE para conseguir um estágio não tenham carro – e nem deveriam precisar ter, mas não é o ponto onde quero chegar.
Dependendo de onde você mora, pode ser necessário pegar três conduções para chegar ao Itaim Bibi. Mas para o CIEE, é melhor ficar num bairro onde você impressiona os empresários que vão te pagar pelo serviço, do que facilitar para os jovens que PRECISAM ir até lá para tentar arrumar um primeiro emprego na área em que estão se formando. Os estudantes constituem a “matéria-prima” com a qual o CIEE ganha dinheiro, mas eles não precisam ser conquistados, os empresários sim. Por isso, não há porque facilitar para quem não tem carro. Afinal, TODO empresário de sucesso, TODO gerente de RH tem e usa carro diariamente em São Paulo. Na real, se as empresas de comércio e serviço pensam apenas em quem o tem, acaba ficando mesmo mais dificil para quem não o tem.
O culpado do excesso de veículos não é só o poder público. É também o empresário que faz a sede da empresa em Alphaville, por exemplo, praticamente obrigando os funcionários a trabalhar de carro. É também o cidadão que nem tenta se informar se tem um ônibus que o leve ao trabalho com uns 15 minutos a mais de trajeto. É o outro que vai na locadora, a três quadras, de carro. E também aquele que trabalha perto do emprego da esposa, mas todos os dias cada um vai com seu carro.
Pior é o empresário que tem 50 funcionários numa empresa aqui em Santo Amaro, compra uma casa lá em Alphaville e como ele pega muito trânsito para chegar no trabalho, acaba mudando a empresa para perto da sua casa.
Logo todos os funcionários que moram na periferia e vão de ônibus, serão obrigados a pegarem mais umas 3 conduções. Muitos perdem o emprego e outros que iam de ônibus passam a trabalhar de carro. Essa é a lógica…
Estou feliz esta semanam porque conversando com um amigo do meu trabalho o convenci, por diversos motivos, que vir trabalhar sem carro é melhor. Ele se convenceu, migrou para o fretado e, supreendentemente, colocou seu carro à venda.