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E a ponte, quem pariu?

Thomas Bayrle, 1980

Ela tem dois pais, uma mãe e uma porção de padrinhos ilustres.

Assim como a filha de outra famosa com a letra X, é uma celebridade instantânea desde os seus primeiros dias de vida.

Porque, como diria alguém que entende muito de pontes e viadutos: “ideologia é dinheiro no bolso ou comida no estômago” (Paulo Maluf, em O Espetáculo Democrático)

30 Comments

  1. Matias
    Posted 14/05/2008 at 9h40 | Permalink

    Cara, tão muito bons seus textos. Esses trouxas entenderão o lance pelo menos sob o viés econômico que começa a ser dado, já que não tem inteligência, ou quem sabe melhor dizendo, sensibilidade pra entender o mundo que os rodeia de outra forma. Como dizem, vamo que vamo, o caminho se faz caminhando!

  2. Leonardo Cuevas
    Posted 14/05/2008 at 10h27 | Permalink

    Parem os carros! Diminuam os carros!
    Queremos pedalar, por todo lugar…
    Parem os carros! Diminua o cigarro!
    Queremos respirar, queremos cantar…

    É a invasão das bicicletaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas

    _(Plá)_

  3. nós
    Posted 14/05/2008 at 10h36 | Permalink

    pois bem q ja diziam:tem gente q tem um cifrão no coração.pedalando os sonhos atingiremos o macro da razão. na cantoria e na alegria irmão…cena linda repartindo o pão…até os bichos estavam feliz…ai,ai, só rindo então.

  4. Leonardo Cuevas
    Posted 14/05/2008 at 10h55 | Permalink

    Você que gosta de ler em espanhol, Thiago:

    “Cuando fueron cortados los hilos de los hombres muñeco, de los hombres de palo, toda la algarabía se aquietó y se hizo un gran silencio.

    Sólo unos pocos quedaron suspendidos y vivos, colgando de los grandes árboles, de los árboles-padres de la selva.

    El puma dijo: no.
    El yaguareté dijo: no.
    El gato-tambo dijo: no.
    El zorro dijo: no.

    Todos los animales se alejaron, oliendo y sacando sus lenguas, pero no tocaron a los hombres de palo porque algo los protegía y no querían morir.

    Entonces, por sobre los montes quemados y las ciudades quemadas y los cuerpos de los hombres muñeco, de los hombres de palo quemados, llegaron las naves celestiales, brillantes como el Sol, amables como el Sol.

    Y los señores despiertos de Agartha y Shambalá cubrieron el cielo y la tierra y trajeron alimento a todo lo que era bueno.”

    Anônimo

  5. Leonardo Cuevas
    Posted 14/05/2008 at 11h09 | Permalink

    Mais um pouco:

    “Hermanos míos: allá en lo alto, el Señor Cóndor navegaba.
    En la panza cóncava del cielo sólo mota de luz era, nada más.

    El jaguar dijo sí.
    El gato tambo dijo sí.
    El yaguareté dijo sí.
    Dijo sí el Señor Cóndor,
    Viento del Norte dijo sí.
    Dijo sí Centinela de Piedra,
    la Pacha- Mama dijo sí.

    Dijimos sí todos los hombres, y el futuro se abrió.
    ! Kusiya, kusiya! ! Cantemos y bailemos, mis hermanos!

    Para que el hombre quiera ser hermano del hombre para siempre.
    Para que no se olviden los dioses de los hombres.

    Para que no olviden los hombres que son dioses.”

  6. Posted 14/05/2008 at 11h43 | Permalink

    Caros,

    Parabéns pelo blog.
    Sou um entusiasta de alternativas ao transporte tradicional como a utilização de bikes e combustíveis alternativos como o etanol nos ônibs…
    Temos que tentar aumentar a cultura do transporte não poluente mas, ao mesmo tempo, não deixar de fazer obras viárias para melhorar o fluxo do nosso trânsito.
    http://www.tucanojovem.wordpress.com

    Abraços!

    JOSE RUBENS

  7. Leandro
    Posted 14/05/2008 at 11h48 | Permalink

    Estamos bem… Os pais (PSDB) falam frases como “Agora, com a inauguração da ponte, o próximo passo será erradicar a favela”…Detalhe do verbo escolhido…
    Do lado da mãe, brigam para dizer que os pais não fizeram a ponte sozinhos: “Em grande parte custeada pela venda do CEPAC, criado pela administração Marta Suplicy para arrecadar dinheiro sem utilizar o orçamento da cidade, a ponte é hoje sem dúvida um orgulho para todos.”
    Sem dúvida…

  8. Posted 14/05/2008 at 13h44 | Permalink

    José Rubens, quando fizerem uma obra viária que realmente melhore o fluxo do nosso trânsito, conte aqui pra gente, pois seremos os primeiros a aplaudir.

    Para melhor o trânsito para os carros, só tirando muitos carros da rua. E não é uma ponte lindíssima que vai fazer isso. Na verdade ela tem o efeito oposto.

  9. Posted 14/05/2008 at 14h48 | Permalink

    Fala Luddista, daqui a pouco vão te convidar para se filiar aos tucanos!!! Ahahaha!!! Vai ser mais cobiçado que a Soninha!!! HAHAHAHA

  10. Posted 14/05/2008 at 17h52 | Permalink

    Caros amigos,

    Primeiramente quero concordar com o Willian no sentido que nós (sociedade) temos que tirar os carros da rua. Está insuportável!
    Quanto ao Leandro peço que, antes de debater algo tão importante, informe-se quanto ao andamento do projeto sobretudo na questão social das comunidades envolvidas. Informe-se e depois sim poderemos debater com substância e não com velhos chavões ou frases feitas.

    Ao André digo o segunte: é claro que quem quiser pode me procurar para se filiar ao PSDB, que é um grande partido.

    Mas escrevo aqui não para arrecadas filiados (este nãó é o local e esta não é minha função) mas sim para fazer o bom debate e diálogo político.

    Abraços,

    Jose Rubens Domingues Filho
    Presidente Municipal da JPSDB de SP

    http://www.tucanojovem.wordpress.com

  11. Gunnar
    Posted 14/05/2008 at 18h04 | Permalink

    Jose Rubens

    O grande erro é justamente continuar investindo num transporte que já se mostrou inviável (parafraseando o Thiago no G1): os carros.

    Enquanto “fazer obras viárias para melhorar o fluxo do nosso trânsito” significar abrir rua (ponte, viaduto, túnel e afins) para carros, estaremos andando para trás, dando tiro no pé, cavando a própria cova, para ficar só nas expressões mais populares.

  12. Posted 14/05/2008 at 18h22 | Permalink

    Excelente post!

  13. Rieux
    Posted 14/05/2008 at 18h53 | Permalink

    Essa ilustração do Thomas Bayrle é perfeita. Explica por que melhorar o transporte público é discurso mas construir pontes, túneis e viadutos continua sendo a prática.

  14. Posted 14/05/2008 at 19h00 | Permalink

    José Rubens

    Colocando um pouco à parte a polêmica sobre o assunto, parabéns por participar da discussão e pela postura polida frente às críticas. Diálogo é sempre importante, conhecer pontos de vista diferenciados idem. Gostei de ver seus comentários aqui e ficarei feliz de vê-lo participar mais vezes.

    Mas que dava pra ter feito uma ponte menos exclusivista, isso dava! 🙂

  15. Posted 14/05/2008 at 19h29 | Permalink

    Olá José, tudo bem?

    Foi apenas uma brincadeira com meu amigo Luddista numa alusão irônica com a guerra que rolou na tentativa de cooptar a Soninha. Conheço o Luddista, e tenho certeza que ele entendeu bem a brincadeira. Sei também que é apenas uma questão de tempo para muitos políticos acordarem e perceberem o potencial do nosso amigo.

    Agora quanto a sua posição, eu não sou apenas um entusiasta do transporte sustentável, como faço disso uma prioridade em minha vida.

    Tenho uma posição muito diferente da sua no que diz respeito as “melhorias do trânsito”. Trânsito no meu modo de ver é todo tipo de deslocamento, seja ele motorizado ou não. Já na cidade de São Paulo, pelo menos do ponto de vista dos nossos governantes, parece haver um único ponto de vista, o do carro.

    Jamais vou concordar com qualquer obra que seja feita para melhoria, unica e exclusivamente dos donos de carros particulares. Isso sem contar no desrrespeito as leis que ocorreram na construção dessa ponte. Se o governo não respeita as leis porque vocês acham que a população se sentirá disposta a respeitar?

    Já temos uma malha viária pública mais do que suficiente para as pessoas se deslocarem em suas propriedades privadas pela cidade, o que nosso governo tem é que fazer é passar a investir agora no transporte de massa e deixar os carros que se entupam sozinhos.

    Outro detalhe, a Bicicleta não é uma “meio alternativo”. Ela é um “Meio de Transporte” mais importante que o carro, pelo simples fato dela não poluir, não congestionar e de ser acessível a maior parte da população, ao contrário do carro. Infelizmente ela não é vista assim pelos nossos governantes, se fosse, garanto que teríamos muito mais do que 1 milhão de ciclistas nas ruas diariamente, como temos hoje. E também não teríamos uma morte a 4 dias como também temos hoje. Se nosso governo colocasse a Bicicleta antes do carro, tenho certeza que teríamos muito mais bicicletas do que carros nas ruas.

    Abaixo vou deixar alguns links onde eu expresso um pouco dos meus pontos de vista.

    http://www.ciclobr.com.br/diasemcarro/noticias35.asp

    http://www.ciclobr.com.br/diasemcarro/noticias34.asp

    http://www.ciclobr.com.br/diasemcarro/noticias22.asp

    De qualquer maneira acho interessante o debate acontecer, aproveito te convido a partipar do Simpósio que irá ocorrer dia 19 na Camara dos Vereadores. Garanto que saindo de lá você começara a ver a Bicicleta de uma maneira que você nunca viu.

    Abraços

    André Pasqualini

  16. felipe magalhães
    Posted 14/05/2008 at 22h50 | Permalink

    fico curioso pra saber o que vcs pensam de todo o mecanismo por trás da coisa, os sepacs, as operações urbanas, o estatuto da cidade (partindo do mais específico pro mais amplo). será que o que foi festejado pelos movimentos sociais como uma conquista da reforma urbana se torna de fato um instrumento de valorização imobiliária de determinadas áreas e de limpeza étnica urbana através da gentrificação dessas áreas? as operações urbanas estariam criando ilhas de valorização e infra-estrutura de ponta, concentrando recursos e investimento público, no caso de sp, no quadrante sudoeste, e deixando o resto de lado sem que os benefícios da renda capturada com os sepacs sejam vistos nessas áreas?
    penso que são dois os grandes erros (irreversíveis) deste projeto: a questão da urbanização das favelas das proximidades jogadas pra escanteio (encaixando na lógica da limpeza étnica urbana), e a priorização estúpida do transporte individual na operação água espraiada como um todo. e aí surge outra questão, mais técnica, mas extremamente importante (talvez por isso a priorização do carro, pela aparentemente simples falta de um arranjo institucional apropriado pra colocar o metrô em primeiro lugar*). será que a cbtu poderia receber recursos de cepacs pra que a grana do sobrelucro fundiário capturado seja revertido pra expansão do metrô na direção dessas áreas recém-adensadas!?

    abrs,
    felipe (mestrando em geografia, ufmg)

    *sem subestimar o poder da indústria automobilística de ditar, junto com o capital imobiliário, os (des)caminhos do planejamento urbano há várias décadas no mundo afora…

  17. Posted 15/05/2008 at 16h06 | Permalink

    Caros,

    Quero deixar claro uma coisa: Que concordoplenamente sobre a viabilidade e necessidade da utilização das bikes como transporte.

    Gunnar: OLha…o debate é interessantissimo! mas nós que estamos no Governo (Dem na Pref./PSDB no Estado e PT na União) não somos carrascos que odeiam bicicletas..rs.. ao menos eu, o Prefeito e o Serra não somos.

    O problema é que não é possível baixar um decreto proibindo os carros e obrigando as pessoas a andar de bicicleta.

    Tem o problema também da geografia da Cidade (morros, altos e baixos, etc) ai nosso amigo Felipe poderia falar um pouco… Ao contrários da sCidades mais planas, por aqui, é mais dificil adotar a cultura das bikes.

    Mas temos que tentar, não acham? O Serra/KAssab estão investindo numa grande ciclovia na zona leste…que acompanha a radial. Posso levantar informações se quiserem.

    Quanto a ponte…olha…aos mais “radicais (no bom sentido) digo que utilizo muito aquela região (eu que presido a Juventude do PSDB e ando com meu “elitistissimo” gol bola 96)…a ponte foi muito útil para aquela região que liga a zona sul (zona de altissimo indice de vulnerabilidade social) com o centro (bendeirantes, etc).

    Posicionmamentos ideológicos/partidários a parte poderiamos pedir menos pontes e mais ciclovias. Isso realmente é uma boa causa. Mas como membro do PSDB e integrante da Prefeitura coloco-me a disposição para dialogar e fazer parcerias, ok?

    Ao Lula poderiamos pedir menos propaganda sobre o petroleo e mais incentivos fiscais para combustiveis alternativos, bicicletas e ciclovias.

    Temos que mudar a cultura do nosso povo!

    Abraços!

    JOSE RUBENS DOMINGUES FILHO
    http://www.tucanojovem.wordpress.com

  18. felipe magalhães
    Posted 15/05/2008 at 19h40 | Permalink

    zerubens,
    existe um preceito básico do transporte urbano (quase consenso em vários lugares onde os engenheiros são um pouco diferentes dos daqui) hoje que é o seguinte: o carro toma o espaço que lhe é dado de um jeito ineficiente. quanto mais intervenção pro carro vc fizer mais carro vai ter e pior vai ser o trânsito. as intervenções precisam ser na direção oposta da ponte que vcs festejam aí em sp: vias exclusivas pros ônibus (e os corredores de fila burra sem ter uma pista no meio pra um ônibus ultrapassar o outro que tá parado no ponto não adiantam nada), ou a extensão do metrô (que vc poderia argumentar que é caro demais mas ele proporciona o privilégio do cidadão não precisar ter carro. faz a conta aí incluindo o custo de cada carro multiplicado pelo número de usuários somado a um determinado conjunto de obras viárias pra desafogar o trânsito e compara com o custo do metrô!). olha o arquétipo da cidade que foi pensada desde o início em função do carro, toda estruturada pro carro usado como transporte individual, que é los angeles, e procura saber como é o trânsito lá. acho que não seria exagero afirmar que é o pior trânsito do mundo… (se bem que SP tá entrando com força na briga por esse título!)
    e a propósito, temos que mudar a cultura é dos nossos políticos!!!
    abrs,

  19. Gunnar
    Posted 16/05/2008 at 10h35 | Permalink

    José, de novo:

    1. A ponte SÓ é útil PARA QUEM TEM CARRO, ou seja, UMA MINORIA. Vale gastar essa grana toda para “ajudar” essa minoria? Beleza. Então deviam estar gastando proporcionalmente mais para ajudar todo o resto, concorda?

    2. A “ajuda” que essa ponte te dá é ilusória. É algo imediatista. Você está de um lado, quer ir para o outro: pega a ponte. Porém, olhando a questão da mobilidade como um todo e medindo os efeitos no médio prazo, obras como essa jogam CONTRA, piorando a qualidade e o tempo do deslocamento de toda a população – inclusive, para os carros.

    Afinal, se realmente esse tipo de coisa ajudasse a mobilidade, SP seria a cidade menos congestionada do mundo – túneis, viadutos e afins é que não faltam. Por que continua tudo ruim (e piorando), então?

    Algo está errado.

  20. Gunnar
    Posted 16/05/2008 at 10h37 | Permalink

    Ah, Felipe, uma coisa eu concordo com o José: a cultura “torta” é democrática, está distribuida de forma mais ou menos homogênea em toda a população.

    1. Políticos não são ET’s que caíram em suas funções do céu – eles são pessoas do povo;
    2. Políticos não chegaram onde estão por vontade própria. Existe um mecanismo chamado eleição que possibilita à população escolher livremente quem a representará.

  21. Leonardo Cuevas
    Posted 16/05/2008 at 11h31 | Permalink

    Quanto a ladeiras, bom, há um invento que muitas pessoas consideram recente, mas foi desenvolvido no final do século XVIII, o câmbio!

    Depois daquele dia, ladeira não é desculpa. Além do mais, quem pedala sempre da um jeito de contornar uma ladeira pesada demais.

    E, repetindo pela enésima vez,
    A grande da força de trabalho desta cidade tem plenas condições físicas para usar a bicicleta.

  22. Leonardo Cuevas
    Posted 16/05/2008 at 11h32 | Permalink

    …”grande maioria”…

  23. Posted 16/05/2008 at 12h05 | Permalink

    Leonardo… concordo! Serei obrigado a mudar de opinião! Relamente os cambios ajudam muito. Dá tb para combinar bike x ônibus x metrô. Aliás, o Serra autorizou bikes em vagões especiais.

    Felipe: Nota 10. concordo. É preciso um a reflexão sobre o modelo de metropole que queremos para hoje e para futuro. Única observação: Concordo que temos que mudar a cultura dos políticos. Eu (como aspirante a político) tento mudar a minha cultura e faço com que essa mudança tenha reflexos dentro das políticas públicas que coordeno. Apenas um detalhe…temos mais de 2.000.000 de carros nas ruas. Nãopense que somos nós políticos (aí incluo todas as esferas) que obrigamos todos a andar de carro.
    Temos feitos esforços para ampliar a malha de metrô e trem de superficies (só na zona sul forma mais de 4 estações).
    Não é o ideal mas já é um início.

    GUnnar:
    Desculpe, mas os carros infelizmente não são minoria…veja os números.
    Discurdarei tb no que se refere a tuneis e pontes. Veja o exemplo de Boston que deu um bom jeito no transito utilizando a combinação de transporte público x túneis subterrâneos.

    Lá eles tem um imenso sistema de tuneis que liga a cidade toda. Tal sistema levou mais de 10 anos para ficar pronto…

    Quanto aos políticos digo: eu estou tentando fazer a minha parte. Ajudo um Vereador na Cidade preocupado com a causa ambiental (que fez a lei do reuso das aguas, reciclagem da madeira de poda e idealizador da Conferencia da Produção mais Limpa).

    Dentro do meu partido levanto a bandeira da causa ambiental.

    No meu setor faço o possivel para a causa como inclusão na agenda 21 local, implementação do sistema de memorando eletronico e palestras ambientais nas escolas e colégios da região.

    O debate neste forum é nota 10. Que tal canalizar nossas energias numa proposta formal de política pública?

    Posso não ser o melhor “cabeça” para pensar e redigir mas posso ajudar nos encaminhamentos políticos.

    Abraços!

    Zé Rubens – jpsdb capital
    http://www.tucanojovem.wordpress.com

  24. Posted 16/05/2008 at 12h09 | Permalink

    Nossa José, você precisa urgentemente saber o que é uma Bicicleta e saber mais sobre os números que a cercam. Em 2004, segundo as montadores de bicicleta, só em São Paulo haviam 4,5 milhões de magrelas. Issó só contamos as grandes montadores, Caloi e Sundow. Esse número hoje deve estar por volta de 9 milhões, ou seja, muito maior que o de carros.

    Outro número interessante, segundo a pesquisa Nossa Ibope, existem 1,7 milhões de pessoas que usam o carro todos os dias em São Paulo. Desses, 1,2 milhões trocariam o carro pelo trem, 1,1 milhão pelo ônibus e pelo Metrô e 1 milhão trocaria pela Bicicleta.

    Caramba, o que é mais fácil e mais barato de fazer? Metrô ou Ciclovias?

    A mesma pesquisa afirma que 370 mil pessoas utilizem a Bicicleta diariamente como meio de transporte. Fazendo uma comparação básica com o carro, se temos 4,5 milhões e 1,7 apenas usam todos os dias (também se os 4,5 usarem aí danou-se de vez) se temos por volta de 9 milhões de bicicleta, com certeza temos todos os dias nas ruas, em torno de 1 milhão de bicicletas circulando. Isso mesmo com todas as adversidades que encontramos.

    Quando eu falo em adversidade, não estou me referindo as subidas e sim a falta de estrutura, sinalização e principalmente respeito por parte dos motorizados, que na grande maioria, desconhece ou ignora as leis de trânsito.

    Quando você fala que a Prefeitura não tem nada contra as bicicletas, só o fato de falar, “gosto de vocês” não basta. Uma prefeitura que gosta de Bicicletas proteje a vida dos seus ciclistas, algo que não ocorre nessa cidade. Verifique na CET quantas multas seus agentes aplicaram para os veículos que ultrapassaram os ciclistas sem respeitar o limite de 1,5 m? Garanto que não irá achar uma multa sequer.

    No que diz respeito as subidas, isso não é problema para quem realmente pedala. Para quem nunca pedalou, as subidas só serão problema durante o primeiro mês, pois com o tempo ele vai encarar qualquer subida sem muitas dificuldades. Portanto não use essa desculpa de que a bicicleta não funciona por causa do relevo.

    Bogotá esta à 2.800 metros de altitude, encravada nos andes, com colinas pra tudo que é lado e mesmo assim eles construiram 340 km de ciclovias e hoje tem 5% de todos os deslocamentos feitos de Bicicleta.

    Conhece São Francisco? Quando te falam da cidade o que você lembra? Das famosas ladeiras não é? Pois bem ela esta entre as 10 cidades do mundo ‘”mais amigas da Bicicleta”.

    Se tivessemos o mínimo de infraestrutura, poderiamos ter facilmente uns 3 milhões de ciclistas pedalando pela cidade. Para adotar a “Cultura da Bike”, basta apenas criar e incentivar o modal, isso é mais que o suficiente, ficar esperando a cultura nascer por sí só, sem a ajuda do governo é bem mais demorado. Ainda mais se ao invés do governo colaborar, faz exatamente o contrário, desestimula criando apenas mais avenidas ou pontes sem a infraestrutura para ciclistas.

    E agora José? Estou entupindo os post do Luddista por sua causa (desculpa aí), mas é complicado conversar com alguém que, de alguma maneira tem o poder de mudar nas mãos, mas tem ainda uma cultura de que Bicicleta não passa de um mero brinquedo.

    Para parar de pentelha-lo, vou lá para seu blog e continuar o assunto.

    Abraços e desculpa a todos.

    André Pasqualini

  25. Rieux
    Posted 16/05/2008 at 13h15 | Permalink

    André,

    Este é sim o espaço para este debate e os comentários deste post – os seus em particular – são importantes para aumentar o nosso conhecimento. Lembre que nem todos os leitores são ciclistas ou utilizam a bicicleta como meio de transporte. Abraços!

  26. Posted 16/05/2008 at 15h03 | Permalink

    Amigos,

    Obrigado pela sinformações e estatísticas, ricas para o desenvolvimento das nossas convicções.
    Eu mesmo utilizo minha magrela para lazer e peq percursos no meu bairro (no máximo até a padaria ou banca de jornal).
    Gostei da informação que a CMPSDB debaterá a questão. Procurarei me informar.

    André… qdo montamos um blog é exatamente para isso: promover os debates acerca dos temas que nos propomos a fazer, né?

    Então farei uma proposta: postarei um topico no meu blog do PSDB http://www.tucanojovem.wordpress.com para tratar do tema Bikes, ciclovias, etc.

    Vocês me ajudam? Se me ajudarem com infs, estatísticas e propostas terei o maior prazer em fazer.

    Como o meu blog é um blog partidário as principais autoridades o visitam. Podemos usar o espaço para propostas construtivas e informativas.

    que tal?

    Zé Rubens

  27. Posted 16/05/2008 at 15h44 | Permalink

    Zé Rubens,
    Me desculpe, mas eu acredito tanto nas políticas do PSDB quanto acredito em Papai Noel. E quem vos fala não é um petista, devo salientar logo. É que minha mãe é professora em universidade federal e passou longos 8 anos sem um único aumento durante o governo FHC. Foi FHC quem também cortou importantes bolsas de estudo e iniciação científica durante seu “governo”. E olha que ele usou muitas delas para estudar a vida inteira e virar doutor. Não acredito em um partido que tratou por 8 anos a educação do jeito que tratou o PSDB. Lembro ainda que a farra das universidades de mentirinha surgiu no mesmo período, quando FH transformou os diplomas universitários em sabonetes, num processo de comercialização/privatização do saber nunca antes visto em lugar algum. Desse processo surgiram as faculdades em que até analfabetos passavam nas provas de ingresso. Eu tenho memória, Zé Rubens. E faço questão de lembrar os “esquecidos”. Desculpe o mau jeito, mas fico com o ovo virado quando vejo um jovem como você defender um partido desses.

  28. Posted 16/05/2008 at 19h11 | Permalink

    Zé, (o cara já tá intimo). Quando falamos que os donos de carros são a minoria da população é com base nos próprios números. São 4.5 milhões de veículos particulares, sendo que apenas 2 milhões usam o carro diariamente. Mesmo porque nem tem como os 4,5 milhões sairem nas ruas.

    Eles são a minoria dentro de um universo de 11 milhões de habitantes. Se considerarmos proporção apenas pelos números, 40% da população não tem carro, mas nós sabemos muito bem que depois do rodízio, muitas pessoas compraram o segundo carro, portanto o número real de paulistanos que possuem o carro não passam de 35%.

    Isso quer dizer que a grande maioria da população não tem carro e usa o transporte público. O problema, aí é uma questão cultural, é que mesmo os que não tem carro, graças ao bombardeio de propagandas, a máxima de quem não tem um carro é um “bosta”, faz com que, mesmo aqueles que não tem carro, sonhem em ter um. Tem ainda o fato de que as pessoas preferem ficar horas presos no carro do que ficar o dobro de tempo parado no trânsito dentro de um ônibus.

    Isso é o governo e as montadoras trabalhando juntos para o “progresso” do país. Ou seja, o incentivo a desvalorização social de quem não tem carro, fomentado pelo próprio governo, é uma das causas desse caos que vivemos.

    Tanto é que 80% da população era contra o Pedágio Urbano. Quer dizer que desses 80%, mas da metade não tem carro, não iria pagar o pedágio, mesmo assim é contra pois ainda sonha em um dia ter um e poder “andar livremente” com seu carro (tolinhos…)

    Mas beleza, concordo em criar um tópico nesse sentido, estou sempre a disposição de apoiar o fomento do uso da bicicleta, seja lá onde for. Antes da política, antes de tudo, esta a bicicleta e terei sempre um prazer em colaborar, seja lá qual a linha política.

    Um forte abraço

    André Pasqualini

  29. Márcio Campos
    Posted 17/05/2008 at 0h00 | Permalink

    Se o José Rubens continuar lendo esse blogs independentes pode acabar desistindo de fazer política tradicional, rs…Brincadeira José, mas falo isso porque nesse ambiente aqui é permitido tocar em assuntos espinhosos que arrepiam os políticos tradicionais…Meus Deus, como há escândalos no universo político partidário brasileiro. Acho dificílimo uma pessoa reta manter-se nesse ambiente muito tempo. Isso sempre me impediu de considerar essa via para uma solução sincera. Até os acertos deles custam caro para o país, rs, de 2 a 10X mais caro do que poderia, hahaha…

    Você é jovem, me parece sincero, questione tudo a sua volta no universo político e não se desvirtue pelo caminho (isso é bem mais difícil). Então talvez você faça realmente política de uma forma diferente.

    Sou absolutamente apartidário, agradeço ao bom Senhor nunca ter abraçado essa ou aquela legenda, até porque no Brasil não existe partido político de fato, como unidade, nem o PT é mais. As idéias e ideias mudam ao sabor dos ventos… No palanque da inauguração dessa utilíssima, imprescindível ponte estavam, Paulo Maluf, Kassab, Serra, Suplicy, família Marinho, Família Frias…Alguns desses que foram outrora líquidos imiscíveis…

    Mas vamos deixar esses assuntos outros prá lá. Esse blog é bom demais para misturar questões práticas da cidade com questões “insolúveis” do país.

    Mas é isso, aí, crie um tópico sobre mobilidade eficiente e sustentável no tucanojovem.

    Abraço

    Márcio Campos

  30. Posted 19/05/2008 at 18h43 | Permalink

    Caro Marcio,

    Tem razão. Mas sou daqueles que ainda tentam fazer a coisa certa e optei pela via Constitucional, que são os partidos políticos. Se pessoas de bem não participarem do processo político as coisas ficarão ainda piores, não acha?

    Andre Dahmer: OLha… não estou aqui pedindo votos para o meu partido e, muito menos, para tentar convencer alguém que nós detemos a verdade absoluta. Mas estou aqui para debater uma causa séria e pontual que é o transporte público/privado na nossa cidade e, digo, estou aprendendo muito! Por essa razão não responderei seu comentário sobre o FHC. Não sou ninguém para criticá-lo nem para defende-lo já que o cara simplesmente fez o Real e ajudou no combate da inflação. Esse não é o espaço para tratar do Governo dele e, sinceramente, acho muito pobre os argumentos colocados por vc.

    De resto, amigos, farei um post no meu blog para tratar da questão. Sugestões serão bem vindas.

    Andre: valeu…concordo…ontem mesmo vi que os financiamentos chegam a mais de 70 vezes com juros perto de zero. Bem que os finenciamentos para custeio da casa própria, bens de produção, etc poderiam ter as mesmas facilidades, não é?

    Abraços!

    JOSE RUBENS

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