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O mito das subidas

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Ub7AeG6zKas]

Não é só a capital portuguesa que enfrenta o mito das subidas. Alega-se por lá que a “cidade das sete colinas” é inviável para o uso da bicicleta.

O engenheiro Paulo Guerra dos Santos quer romper com esta lenda, provando a viabildade da bicicleta em sua cidade, talvez a última capital européia a aceitar a bicicleta como meio de transporte.

São Paulo não é muito diferente. Subidas não são empecílios para quem anda de bicicleta. Além da evolução tecnológica que criou bicicletas leves e cheias de marchas, dois conceitos provam o contrário:

– toda montanha é “contornável” por um caminho menos íngreme do que aquele utilizado pelos automóveis (e estas são as rotas que devem ser disponibilizadas aos ciclistas em cidades que não são  totalmente planas).

– uma coisa é subir uma ladeira espremido por carros pilotados por motoristas impacientes, com fumaça no rosto e buzinas no ouvido. A outra é subir tranquilamente, em ritmo constante, sem sofrer ameaças laterais de máquinas de duas toneladas.

15 Comments

  1. ...
    Posted 13/07/2008 at 22h08 | Permalink

    então e se o meu destino for algo no topo da colina??

    e se estiver a chover??

  2. vitor
    Posted 13/07/2008 at 22h16 | Permalink

    opa, legal quebrar o mito.

    e só pra dar um toque, é legal corrigir o “empecilho” que você usou no texto.
    http://pt.wiktionary.org/wiki/Empecilho

  3. zuccherato
    Posted 14/07/2008 at 4h10 | Permalink

    Eu mesmo morria de medo das subidas que eu tinha de enfrentar de SBC até SP. Com o tempo, criei coragem e ritmo. Com isso, fica fácil, é só querer mesmo. Essa semana fui pra SP com minha pesadíssima bike três vezes, uma de trem e duas pedalando mesmo. Na primeira, fiz o caminho mais conhecido (e com mais subidas) e penei um pouco, na segunda fui mais inteligente e peguei um caminho meio novo pra bicicletas, sem tanta subida e bem rápido. Em 12km e uma hora, já estava no metrô São Judas. Pois é, pessoal, subida só é problema pra quem fica parado.

  4. Otavio
    Posted 14/07/2008 at 6h55 | Permalink

    Subida é treino, treino e mais treino, no começo não aguentava nenhuma subidinha, agora já faz muito tempo que não arrego pra subidas, eu acho que a melhor técnica é a calma e procurar manter a cadência, se forçar demais logo no começo se “desesperando” provalvelmente não consiguirá chegar bem até o final, mas o grande vilão das subidas são os carros, hoje não fico mais disputando espaço, quase sempre vou pela calçada nas subidas, exceto quando tem escadas na calçada, porque já cansei de tomar fina, na doutor arnaldo por exemplo, onde os carros e onibus pouco se importam e passam em alta velocidade a 10 cm de distância.

  5. Posted 14/07/2008 at 9h37 | Permalink

    Não sei se vocês já conheciam esse sistema. Eu gostaria de conhecer pessoalmente.

    http://www.trampe.no/english/

    Podem também digitar no youtube “Trondheim” para ver alguns videos.

  6. XuPaKaVrAz
    Posted 14/07/2008 at 9h38 | Permalink

    Pois é,

    Na Sexta-Feira, a Massa na Bicibrejada ou Ethilical Mass, encarou sem contratempos as ladeiras da Vila Madalena.
    Alguns, como o Márcio e Eu, subimos uma ladeirona de 45 graus, mas tivemos que voltar, e subir uma outra, por onde ia a massa, e chegamos ao mesmo ponto.. Hehe. Ainda melhor, duas ladeiras pelo preço de uma!

    XPK

  7. Gunnar
    Posted 14/07/2008 at 11h56 | Permalink

    Bicicleta é só pra quem pode. Não agüenta? Bebe gasolina.

  8. Posted 14/07/2008 at 13h40 | Permalink

    Eu não acho que bicicleta é “só pra quem pode” mas é para quem quer. É só fazer uma forcinha, né? O chato é que as bikes mais leves e com mais marchas são muito mais caras.

  9. Posted 14/07/2008 at 14h05 | Permalink

    Otávio, pra não ser tão espremido pelos carros, ocupe uma área maior da faixa, forçando-os a ultrapassá-lo pela outra pista.

    Mais detalhes aqui:
    http://freeride.blig.ig.com.br/2006/03/dicas-para-o-ciclista-urbano.html

    Para o “…” lá de cima:
    1) Se seu destino for no topo da colina, ou você pedala devagar na marcha mais leve até chegar lá, ou desce e empurra. Quem não é sedentário a ponto de ir até a padaria de carro não costuma ter problemas para subir uma ladeira a pé. E se você subisse a colina de carro e, ao chegar no topo, descobrisse que não há lugar para estacionar e tivesse que estacionar lá para baixo? Voltaria para casa?
    2) Se estiver a chover, a subida terá o mesmo tamanho, não vejo qual a relação com o assunto discutido nesse post.

  10. Posted 14/07/2008 at 15h20 | Permalink

    O e pontinhos (…) meu destino é no alto de uma colina, uma diferença de 100 metros de altitude em uma via com 300 metros (imaginem a inclinação). Subo pedalando e na calçada se necessário, quando estou de Dahon desço e empurro por 300 metros. Até hoje não caiu nenhuma perna minha.

    Quanto a chuva, nesse ano de 2008, mesmo pedalando todos os dias, alguns dias choveu, mas foi só esperar 20 minutos no máximo para a chuva passar e pedalar tranquilamente. Tenho paralamas, mesmo assim as poças não duram mais de 10 minutos, pois o calor dos carros seca a rua para mim. Duas vezes apenas peguei chuva daquelas que duram horas, nesse caso, num dia eu fui de capa e no outro de transporte público. Ter um carro só para “desfrutar” desse conforto duas vezes por ano, beira a estupidez.

  11. zuccherato
    Posted 15/07/2008 at 4h20 | Permalink

    No topo da colina, se você ainda não tiver o preparo, desça e empurre… mas quanto mais você treinar, mais rápido você consegue o preparo pra chegar lá. Eu já melhorei muito, e olha que minha bike pesa demais, tem amortecedor e um baú enorme no bagageiro… quanto à chuva, use capa de chuva, roupa impermeável, há várias opções batutas pra quem pedala. Qualquer coisa, me avisa que te dou umas dicas. Abraços!

  12. Gunnar
    Posted 15/07/2008 at 9h53 | Permalink

    Era pra ser uma provocação…

    E quanto às marchas: eu, como adepto da roda-fixa (http://rodafixa.blogspot.com/2007/06/o-que-roda-fixa-basicamente-o-contrrio.html), atrevo-me a ir na contramão do consenso e afirmar que as marchas (e a “roda solta”), a médio prazo, não ajudam nada, antes atrapalham.

    Aderir à roda-fixa tem várias vantagens. Livrar-se das marchas (e da roda solta) deixa a bicicleta mais leve, a mecânica mais simples e estimula o treino (na subida ou na descida, ou pedala, ou pedala), evita a perda de potência, evita o cansaço e as dores musculares (movimento contínuo impede acúmulo de ácido lático e grandes variações / sobrecargas no sitema respiratório e circulatório) usa a inércia a favor do ciclista, desenvolve absurdamente a sensibilidade do ciclista com relação ao meio (trânsito) e a interação ciclista X bicicleta, além de ser uma maneira totalmente “marginal” de pedalar na cidade…

    Minha roda-fixa tem uma relação 53 X 15, bastante pesada, mas com algo como 48 X 16 e um pouco de treino, qualquer um se transforma num “pra quem pode”. Claro, tem que ser meio louco e tal, mas quem experimenta não volta atrás.

    http://rodafixa.blogspot.com/2007/09/mentalidade-purista-de-culto-roda-fixa.html

  13. Otavio
    Posted 15/07/2008 at 14h16 | Permalink

    As tres vezes que furaram o meu pneu estava chovendo rsrs, em uma delas o furo foi feio e eu tava sem camara extra, tive que andar uns 5 km empurrando na chuva, mas no geral nao tenho muita preocupação com chuva, pedalo do mesmo jeito, de qualquer forma é melhor do que andar de carro ou onibus lotado no transito travado por “causa” da chuva (na verdade chuva não causa transito). O unico empecilho é que não tenho paralama entao fico bem “limpinho”, mas tiro onda, to nem ae, lembro da infancia nessas horas rsrs, dae é so chegar em casa tomar um banho quente e ir limpar a bike, muito bom. Mas vou ver se compro umas roupas impermeaveis que vi na decathlon, parecem boas, dae quando tiver chovendo nao preciso adiar os compromissos, ou quando sair pro trabalho e estiver chovendo posso ir tranquilo. []s

  14. Gunnar
    Posted 16/07/2008 at 12h15 | Permalink

    Deculpem, equivoquei-me na digitação. O correto seria:

    “…tem uma relação 53 X 18, bastante pesada, mas com algo como 48 X 18…”

  15. Posted 07/08/2008 at 23h23 | Permalink

    Aqui em Sampa, com uma fixa 44 x 18.
    Para que um mito se perpetue, faz-se necessário um ritual !!