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São Pedro, o vilão

reprodução: manchetes da mídia motorizada

Na primeira semana em que os universitários colocaram seus carros nas ruas após a série de medidas eleitorais emergenciais colocadas em prática por Moe, Curly e Larry, tudo voltou ao normal: 1/4 da cidade parada no horário de pico.

Aplicada estrategicamente no mês de férias escolares, a campanha de criminalização dos caminhões fez o paulistano acreditar que o “problema do trânsito” tinha como razão o malvado transporte de cargas.

Nada como uma semana de realidade para acabar com a fantasia. Com a volta dos universitários motorizados e das bolhas de transporte escolar individual, tudo voltou ao “normal”: mais de 200 km de congestionamento no horário de pico.

Já que não pega bem botar a culpa em universitários ou mães e pais que levam seus pimpolhos de carro ao colégio (e à natação, escola de inglês, aula de balé…), a semana do paulistano motorizado teve um novo-velho vilão: a chuva.

O culpado da vez
Mais barulho nas madrugadas
Os carros atrapalham os caminhões
Amém, automóvel

8 Comments

  1. Posted 09/08/2008 at 19h31 | Permalink

    O argumento da chuva como culpada pelo caos urbano não é novo. As enchentes são um bom exemplo disso. Basta alagar os bairros empobrecidos, erodir vertentes íngremes ocupadas pelos excluídos do mundo que o Estado logo elege a precipitação como vilã. Quantos piscinões foram construídos na cidade, quanto dinheiro foi jogado fora nesta canalização do Rio Tietê para manter o “status quo” do consumismo desenfreado materializado, sobretudo, no transporte individual motorizado?

  2. Otavio
    Posted 09/08/2008 at 21h18 | Permalink

    O que mais se ouve é aquela frase batida “nossa, ta maior transito por causa da chuva”, eu sempre respondo “chuva não causa transito, e sim os carros que estão empacados nas ruas onde chove”. Sexta feira andei normalmente da minha casa na Vila Madalena até a minha namorada na Saúde no “horario de pico”, sem stress, sem congestionamento (pra mim) e com chuva, nd que um banho quente e uma maquina de lavar não resolveu rsrsrs..

  3. Lilx
    Posted 09/08/2008 at 23h33 | Permalink

    “nossa, ta maior transito por causa da chuva”

    Sim, chuva de carros.

  4. Posted 10/08/2008 at 11h46 | Permalink

    Luddista,

    logo mais, vão colocar a culpa em Oxumaré, afinal a classe média ontem (09) e hoje ( 10), estão parados no trânsito, na porta de entrada dos estacionamentos dos (quase 80) TEMPLOS de Consumo ( shop Centre).

  5. Leandro
    Posted 10/08/2008 at 13h54 | Permalink

    “Já que não pega bem botar a culpa em universitários ou mães e pais que levam seus pimpolhos DE CARRO ao colégio (e à natação, escola de inglês, aula de balé…)”. Será que algum dia veremos pais da classe média pegando ônibus com seus filhos, coisa tão comum lá fora?

  6. Posted 10/08/2008 at 15h02 | Permalink

    Ops, Leandro,

    Estou nessa amanhã por volta das 10h30( de ônibus), levando minha filha na aula de capoeira…(fotos amanhã no blog)

    p.s. conforme o IBGE, sou Classe média.

  7. Posted 10/08/2008 at 15h12 | Permalink

    Leandro, grato pela correção precisa. A omissão do “de carro” poderia dar a entender que a culpa é do Pedalante…

  8. Luciano
    Posted 11/08/2008 at 21h09 | Permalink

    Saiu hoje na folha que a CET não tem divulgado os resultados negativos do trânsito. O link abaixo é para assinantes. Segue a manchete.

    CET se recusa a divulgar dado desfavorável.

    Companhia usa estratégia de marketing para inflar benefícios de restrição a caminhões, bandeira política de Kassab

    Empresa de trânsito só divulga análise que aponta melhora do congestionamento; é apenas um “complemento”, justifica assessoria do órgão.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1108200801.htm

2 Trackbacks

  1. […] é parte do “pacotão do trânsito” da prefeitura, que tem como expoente midiático a inócua proibição de caminhões e como objetivo maior a melhora do fluxo de veículos […]

  2. […] A indústria automobilística brasileira tem muito o que comemorar. Alimenta um sistema que mata 4 pessoas por dia em acidentes e mais 8 por doenças respiratórias. Em São Paulo, a cidade que não pára , os engarrafamentos voltaram a passar dos 200 km na semana passada (devidamente atribuídos a São Pedro). […]