
banco sem encosto – compare com uma cidade
pântano anti-gente – compare com uma cidade

praticando o sedentarismo – compare com uma cidade

banco sem encosto – compare com uma cidade

quanto mais desconfortável, melhor – compare com uma cidade

curtindo o matagal – compare com uma cidade

los peatones – compare com uma cidade

“praça” da Sé – compare com uma cidade

bancos anti-gente, praça da Sé – compare com uma cidade

árvores anti-“mendigo” – compare com uma cidade

árvores anti-“mendigo” na cidade sem bancos – compare com uma cidade

bancos da Praça da República – compare com uma cidade

“praça” da República…

… a praça anti-gente no centro da anti-cidade

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9 Comments
hahahah
to rachando de rir aqui,,, os bancos da praça da república são simples, de fácil execução e baratos…. outra função pra eles é impedir que o cidadão tente um contato com a Natureza
nunca tinha reparado como os bancos da cidade são toscos…. há lugares em frente a pontos de ônibus que poderiam ser usados como banco para as pessoas mas a prefeitura ou o dono do estabelecimento faz questão de colocar um ferro para o mendigo não dormir ali
Você se lembra como era a praça da república antes? Os jardins eram levantados e em torno do jardim havia um grande banco contínuo.
Hoje tem dois bancos anti-mendigos de cada lado da creche…
Ah, os michês continuam, por lá mas sentados nos ferrinhos mostrados na foto.
Bem-vindo de volta!
Arrasou Ludista, é exatamente isso, anti-cidade e anti-gente. Eu jogo xadrez e bem que gostaria de aproveitar espaços com o da foto que existem no parque da Aclimação, entre outros. Mas aqueles bancos são simplesmente um insulto!
Ótimo post!
E olha que estas praças passaram por reformas com uma boa grana de investimento gringo. São novinhas.
Os financiadores dessas reformas e construções, que só atravacam o caminho p/ uma cidade humana, serão lembrados qd os erros cometidos chegarem a consciência geral.
Vemos aí tb uma das implicações da despolitização dos cursos universitários. Arquitetos e demais profissionais envolvidos nos projetos parecem desconsiderar completamente qualquer implicação social de suas plantas, equipamentos urbanos e ideias.
Bom, qd até a transgressão do grafite está a serviço da segregação e descolada da sociedade (embora o discurso seja bem outro), como o casos das vacas espalhadas pela cidade, ferrou.
Maravilha de trampo.
Parabéns!
panopticosp
Cara, sensacional! Cheguei aqui recomendada pelo Patrick (http://caderno.allanpatrick.net/), que deixou comentário no meu blog numa série que eu andei fazendo sobre transporte público no Rio de Janeiro. Concordo plenamente com você. Não sei se conhece um trabalho do arquiteto Sun Alex, que foi a tese dele de doutorado, na USP, um livro chamado Projeto da Praça: convívio e exclusão no espaço público, da Editora Senac. É muito bom, e aborda justamente essas questões que vc levantou com essas imagens tão eloquentes. Também vejo cada vez mais, nas faculdades de arquitetura (com louváveis exceções), mas principalmente na prática cotidiana da profissão, essa despolitização, dessa desconexão entre o projeto e suas implicações sociais.
Grande abraço,
Ana Paula
os parques e praças realmente são lastimáveis… mas o simples fato de TER um parque/praça perto de casa, em são paulo, já é sinal de luxo.
aliás: http://notasurbanas.blogsome.com/2010/03/04/exilio-urbano/
E o melhor é que as pessoas aplaudem quando constróem essas obras anti-gente!
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[…] Dia de domingo na anti-cidade […]
[…] Dia de domingo na anticidade. Idem. […]
[…] portanto, tudo é pago pela via privada (além de já ter sido pago pela via pública). pois bem, assim não há bancos nas praças para que não sejam usados por aqueles abaixo da linha de consumo, aqueles que moram nas ruas. a sociedade não se responsabiliza por eles. não os quer perto, […]