img.wp-smiley, img.emoji { display: inline !important; border: none !important; box-shadow: none !important; height: 1em !important; width: 1em !important; margin: 0 0.07em !important; vertical-align: -0.1em !important; background: none !important; padding: 0 !important; }

Sustos e buzinadas: compartilhe sua experiência

“monstros letais à frente” / trecho final de uma ciclovia em São Francisco

Quem já utilizou uma bicicleta na cidade ou dedicou dois neurônios e um par de minutos ao assunto sabe que a maior dificuldade enfrentada pelo ciclista urbano não é a topografia desfavorável, o clima ou as distâncias, mas sim o difícil compartilhamento das ruas com os veículos motorizados.

Contornar a “agressividade do trânsito” (inclusive em subidas ou nos dias de chuva ou sol forte) é o maior desafio de quem utiliza a bicicleta para ir e vir.

Para sobreviver ao individualismo e à pressa dos pilotos em bolhas motorizadas de velocidade potencial castrada, o ciclista urbano é obrigado a desenvolver técnicas de auto-preservação: buscar caminhos mais longos e livres máquinas, utilizar calçadas ou até pegar pequenos trajetos na contra-mão para fugir de uma avenida.

Com o objetivo de mapear as situações de maior risco, o ciclista Marcelo Mig criou uma pequena enquete digital que pode ser respondida aqui. Os resultados serão divulgados em breve.

incidente na ciclofaixa / foto: matias

A bicicleta é um veículo leve e que circula em velocidades humanas, portanto não oferece riscos significativos a seus utilizadores nem aos demais ocupantes das ruas. Em cidades livres da velocidade motorizada, bicicletas e pedestres conviveriam tranquilamente.

Na cidade congestionada, vítima da carrocracia que se arrasta há décadas, a pergunta mais frequente para quem usa bicicleta é “mas não é perigoso?”.

Andar de bicicleta não é perigoso. Perigosos são os carros fabricados e vendidos com a promessa de deslocamento instantâneo, perigosa é a transformação objetos de transporte em ícones de status e poder, a falta de educação e a impunidade de quem mata no trânsito.

Contestar o perigo é a tarefa das cidades que querem se livrar do genocídio e do abandono de seus espaços públicos. Sobreviver de maneira crítica e exercer a cidadania sem colocar a própria vida em risco é o caminho do ciclista urbano.

2 Comments

  1. Posted 27/04/2010 at 19h50 | Permalink

    Eu já havia visto a enquete do Mig, mas desisti de colocar qq coisa alí.

    Violência nas ruas vinda de usuários de veículos automotores acontece sempre. Não há um unico dia que utilizo minha bicicleta para me transportar pela cidade que não solte um impropério em direção aos ilustres fdp donos dessas latas.

    Na enquete o formato é para contar de um fato isolado. Mas acontecem sempre. Pra mim seria mais natural se eu pudesse contar os tipos de acidentes mais comuns (se tentativa de assassinato puder ser chamado de acidente…), ou lugares mais perigosos, ou qual veículo potencialmente é mais traiçoeiro (essa é fácil! aquelas SUVs pretas.. batata.. já chego chutando lataria quando vejo um desses).

  2. Posted 28/04/2010 at 18h44 | Permalink

    obrigado Luddista pela clareza de argumentos.