
Na última sexta-feira (17.jun) os jornais trouxeram o anúncio de que a ameaça era verdadeira: alguns calçadões do centro serão realmente abertos para o fluxo de veículos. Saem as pessoas, entra a poluição, a fumaça, o barulho, os atropelamentos, a fila-dupla, os flanelinhas…
O primeiro calçadão a ser extinto será o da rua Florêncio de Abreu, ao lado do Mosteiro São Bento, cartão postal da cidade. Algo como transformar o Coliseu em estacionamento ou o a Muralha da China em autoestrada.
Segundo o sub-prefeito da Sé, Andrea Matarazzo, a idéia é “oxigenar um pouco as regiões onde você não tem acesso a prédios com vias de circulação local”… Matarazzo, apesar de bom em retórica, não foi bom aluno em química: confundiu oxigênio com monóxido de carbono, metano, enxofre, fuligem e outras substâncias letais. Oxigênio é tudo que deixa de existir quando um automóvel é ligado.
Uma pena que a Prefeitura acredite que “revitalização do centro” significa trazer pessoas com automóveis, quando a experiência mundial já comprovou exatamente o contrário: os automóveis degradam o patrimônio, estrangulam a vida e privatizam os espaços públicos.
Até São Paulo já passou por isso: na foto acima, a Praça da Sé durante a construção da Catedral. Quando a igreja ficou pronta, os administradores decidiram que era melhor remover os carros dali e deixar que a praça fosse ocupada pelas pessoas.
(veja o nosso arquivo ou utilize a busca para encontrar outras matérias sobre os calçadões)
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7 Comments
🙁 sem comentários!!!!
só sendo muito burro mesmo!!!!
vamos organizar um protesto próxima bicicletada? que tal?
vamos organizar um protesto próxima bicicletada? que tal?
Putz… Tou achando que meu otimismo com o futuro da cidade surge apenas no intervalo entre políticas absolutamente equivocadas como essa. E voltamos à estaca zero. É impressionante. Sempre na contramão da história. E sempre a elite conservando seu conforto míope e autista. O que não falta na história brasileira é a repetição desse erro. No mínimo um a cada capítulo de livro de ginásio.
Putz… Tou achando que meu otimismo com o futuro da cidade surge apenas no intervalo entre políticas absolutamente equivocadas como essa. E voltamos à estaca zero. É impressionante. Sempre na contramão da história. E sempre a elite conservando seu conforto míope e autista. O que não falta na história brasileira é a repetição desse erro. No mínimo um a cada capítulo de livro de ginásio.
ô, boto fé no comentário do André. Vou pra Sampa neste findi (sou de FLoripa) e em especial chego na sexta pra pedalar com vocês.. o canal, saímos da esquina X e seguimos pro centrão galera! Ei, alguém vai fazer uma camiseta com essa ilustração da ‘ciclociranda’ desse mês? Se rolar, eu quero!
ô, boto fé no comentário do André. Vou pra Sampa neste findi (sou de FLoripa) e em especial chego na sexta pra pedalar com vocês.. o canal, saímos da esquina X e seguimos pro centrão galera! Ei, alguém vai fazer uma camiseta com essa ilustração da ‘ciclociranda’ desse mês? Se rolar, eu quero!