São Paulo, especulação

O processo de especulação imobiliária (associado às políticas rodoviaristas das sucessivas administrações paulistanas) é o grande responsável pela destruição do patrimônio histórico.

Casas viram estacionamentos, que viram prédios com estacionamentos. Essa é a “evolução” da cidade. Quando não é possível comprar o imóvel ou quando esbarram em algum entrave preservacionista, os especuladores não têm a menor dúvida: praticam a sabotagem.

O passado sucateado pelo lobby rodoviarista acaba servindo como imagem excêntrica ou turística da cidade, um adorno de fachada que desperta lembranças de um tempo longínquo, sufocado pelo “desenvolvimento” predatório e especulativo da capital do automóvel. Tomara que estas lembranças sejam capazes de provocar alguma reação na cabeça do paulistano.

2 Comments

  1. Manoela Afonsowww.manoelaafonso.zip.net
    Posted 26/01/2007 at 23h39 | Permalink

    Triste realidade essa de nossas cidades sem memória. Muito legal esse seu espaço, quando tiver um tempo e quiser ler algo sobre cidade e memória, dá uma olhada nesse artigo q escrevi: http://www.educacaopatrimonial.com.br/educacaopatrimonial/xilocidade.htm

    Adoro São Paulo, acabei de voltar daí, andei muito a pé pelo centro, amo essa cidade… assim como em Curitiba, em proporções menores claro, a memória vai se esvaindo e as pessoas rompem os laços afetivos com o seu espaço.

    Um abraço e até breve,

  2. Manoela Afonso
    Posted 26/01/2007 at 23h39 | Permalink

    Triste realidade essa de nossas cidades sem memória. Muito legal esse seu espaço, quando tiver um tempo e quiser ler algo sobre cidade e memória, dá uma olhada nesse artigo q escrevi: http://www.educacaopatrimonial.com.br/educacaopatrimonial/xilocidade.htm

    Adoro São Paulo, acabei de voltar daí, andei muito a pé pelo centro, amo essa cidade… assim como em Curitiba, em proporções menores claro, a memória vai se esvaindo e as pessoas rompem os laços afetivos com o seu espaço.

    Um abraço e até breve,