Uma idéia para os nossos rios

Segundo me contaram Eckart e Hili, a luta pela mobilidade sustentável em Salzburgo começou há cerca de 10 anos, quando as autoridades locais perceberam que o crecente número de automóveis estava estrangulando a qualidade de vida na cidade.O prefeito da cidade resolveu estimular o uso de bicicletas e começou a construir ciclovias, ciclofaixas e paraciclos por toda a cidade.

Tá certo, a cidade é minúscula, tem 150 mil habitantes, mas em pouco mais de uma década eles conseguiram dar plenas condições de mobilidade sustentável para todos os seus habitantes. Hoje é possível ir para qualquer canto usando bicicletas com segurança e rapidez.

Uma das idéias que poderia ser copiada no Brasil são estas pontes, construídas ao longo do rio Salzach, que cruza a cidade.

Para evitar cruzamentos, a ciclovia que margeia o rio passa por baixo das pontes (destinadas a automóveis e pedestres), criando uma via expressa para quem usa a bicicleta.

É claro que antes precisaríamos despoluir os nossos rios, mas quem sabe em 15 ou 20 anos a idéia seja viável…

5 Comments

  1. Fabio N
    Posted 20/08/2007 at 23h02 | Permalink

    Manchete principal do Jornal da Tarde de hoje:
    “Trânsito: crimes impunes
    Motoristas que matam não são presos em SP “
    http://www.jt.com.br/editorias/2007/08/20/ger-1.94.4.20070820.7.1.xml

    Se um motorista estiver bêbado, dirigindo em alta velocidade, passar um sinal vermelho, na contramão, invadir a calçada, matar alguém e fugir, no máximo vai pagar umas cestas básicas.

  2. hwneto
    Posted 21/08/2007 at 0h32 | Permalink

    Tá demais o blog Thiago! Quando voltar vamos tomar uma! Abraço!

  3. Anderson
    Posted 21/08/2007 at 14h48 | Permalink

    Muito bom este post. Belo exemplo de consciência do problema, posta em prática e vejam o resultado.

    Abraço
    Anderson

  4. Anonymous
    Posted 21/08/2007 at 17h40 | Permalink

    15-20?

    Eu diria 30-40 anos.

  5. Patrick
    Posted 23/08/2007 at 10h33 | Permalink

    Se houver uma campanha cívica como a que ocorreu no período do apagão, leva uns 3 ou 4 anos.