O país que matou os trens

cumbica, domingo, 9h da manhã

Fila para “check in” no aeroporto de Cumbica, domingo (28). O país que matou os trens agora sofre com o caos aéreo.

A culpa não é deste ou daquele governo e a solução não passa pela privatização da Infraero ou por milhões de reais para ampliação dos aeroportos.

A culpa é da histórica (e interminável) seqüência de políticas rodoviaristas que acabaram com o transporte sobre trilhos, permitindo o surgimento de máfias aero e rodoviárias para o transporte de pessoas no Brasil.

Aviões são veículos desconfortáveis, grandes ônibus vedados, onde não é possível esticar as pernas, ir até o vagão restaurante ou descer nas paradas para tomar um café e contemplar o céu da madrugada.

Aviões deveriam servir para ligar grandes distâncias. Ônibus rodoviários deveriam desempenhar papel regional de transporte, cumprindo pequenas distâncias e ligando cidades pequenas.

Enquanto os trens continuarem a ser vistos como veículos de carga para exportar minérios, pouco mudará no grande irmão do sul.

7 Comments

  1. Posted 01/11/2007 at 10h41 | Permalink

    Matou os trens e continua a matar cada vez mais pessoas, em “acidentes de carro e moto”, pricipalmente Homens os auto-denominados peritos ao volante, que bebem todas na balada e sai pesando que seu carro é idestrutível, pior ainda é quando ele atropela as pessoas nas calçadas.

    “de bicicleta vai andar o homem do futuro”

  2. Claudio
    Posted 01/11/2007 at 22h30 | Permalink

    Viajava de ôninus pra Assis, lá nos anos 80 e leva de 6 a 7 horas ! Adorava…ia dormindo, ou papando com a “vizinha”…
    Um dia, vim de trem,eu e uns amigos, levamos 13 horas pra chegar em Sampa e foi a viagem mais louca e gostosa que tinha feito até então !
    Nunca mais fui pra Assis de onibus.
    No onibus conversava com uma pessoa, no trem conhecia quase que invariavelmente centenas de pessoas, alegres, dispostas, felizes que poder andar pelo trem, tomar uma cerveja no vagão restaurante, tomar um vento na cara, na plataforma de entrada do trem, dar uns beijos naquela gatinha do vagão de traz…Isso no tempo do Maluf e do Quercia, que até implantou um trem expresso, que parava menos e leva menos tempo pra chegar.Uma viagem normal, no trem de segunda classe, levava 15, 16 horas.O trem expresso levava 13 horas pra ir de Sampa a Assis, no oeste paulista.
    Ai veio o Fleury e com ele, acabou o trem !
    Tinha uma parada em Botucatu, se não me engano, ou Ourinhos, não me lembro bem, pra troca de maquina.Ficavamos meio hora ali, vendo a manobra, comendo um lanche de pão com mortadela, tomando uma coca…isso as 3 ou 4 horas da manhã.
    Sinto muitas saudades dessa viagem.Nunca mais fui pra Assis, nunca mais viajei de trem.
    Agora utilizo o CPTM, linha C, a linha de elite, que passa por Pinheiro, Vila Olimpia, Berrini, Morumbi…nada a ver com aquele trem de viajem.
    O problema da malha ferroviaria nacional começou quando terminou o contrato de concessão dos ingleses, que rsgaram o pais com o cavalo de aço ! Tocaram fogo na Estação da Luz e foram embora !
    E nunca mais será resolvido, esse problema, pois falta vontade.Falta vergonha na cara dos politicos.E falta vergonha na cara do povo, que olhando o proprio umbigo, esquece que a vida seria muito melhor se todos se unissem e cobrassem uma melhor qualidade de vida !

  3. Posted 02/11/2007 at 9h24 | Permalink

    phodda

    o jeito é “ir indo” de bicicleta…

    : (

  4. Roger
    Posted 02/11/2007 at 19h17 | Permalink

    http://www.estacoesferroviarias.com.br/index.html

    “Durante todos os anos em que venho pesquisando material para este site, percebi que o abandono não ocorreu somente nas estações e pátios ferroviários, mas também com o material rodante, por todo o Brasil. Como as ferrovias são um bem público, o seu abandono é uma perda de dinheiro para o Governo, e consequentemente para o nosso próprio bolso. Enquanto isso, o Governo segue nos pedindo impostos e mais impostos para cobrir seus gastos, muitas vezes, como sabemos, discutíveis. O que se verá em seguida mostra alguns dos descalabros que podem ser vistos nos pátios ferroviários espalhados por São Paulo e pelo Brasil. A época das fotos está assinalada em cada uma, quando possível de se as estabelecer.” (Por Ralph M. Giesbrecht)

  5. Claudio
    Posted 02/11/2007 at 23h50 | Permalink

    Minha bisavó morava em Salto…não lembro de ir pra lá de trem, mas lembro do apito, de madrugada,quando o trem chegava na cidade.
    Utilizo o trem pra ir pro trabalho e moro perto da estação de presidente altino, em osasco e fico triste toda vez que passo por lá e vejo os vagões abandonados no pateo.Ferro velho sobre rodas que os administradores não dão valor.
    O Brasil ja teve uma grande malha ferroviaria.Meu bisavô, meu avô foram da ferrovia.Criaram os filhos com o trabalho no trem, meu avô como almoxarife e meu bisavô como chefe de trem.Hoje o que resta é melancolico de se ver.Estradas inteiras abandonadas, que invariavelmente tem seus trilhos roubados.Estações transformadas em ruinas, quando ainda existem.

  6. Maria de Fatima Pere
    Posted 18/02/2008 at 19h16 | Permalink

    Eu também andei muito de trem .Na década de 60, fui com meus pais à São Paulo no “TREM DE PRATA” como era conhecido, visitar parentes . Havia o carro leito com dois beliches e vagão restaurante. Lembro até hoje a emoção de dormir na cama de cima, presa com um cinto de segurança.
    Outra vez fui a Belo Horizonte , desta vez fui sentada vendo a paisagem.
    Viajar de Trem pela Serra do Mar , entre Curitiba e Paranaguá, ou descendo no meio do caminho em Morretes, para admirar as belezas naturais como a Cascata Véu de Noiva, sem falar na obra de engenharia que é a estrada de ferro cortando morros e encostas. Campos de Jordão ,SP é outra cidade que também tem um passeio turistico de trem, muito bonito. Outra viagem interessante de trem é feitas entre Campo Grande e Corumbá, Mato Grosso do SUL. O trem atravessa o Pantanal, lentamente, permitindo ver a exuberante fauna e flora.
    Sem falar nas viagens feitas na Europa , entre países como Portugal, Espanha , França e Itália, que podem ser feitas em diferentes horários durante o dia e a noite, com economia e qualidade de vida , uma vez, que não há pressa de chegar, além da integração com os demais passageiros.
    Amigos do TREM, vamos nos unir e pedir que nas proximas eleições o tema transporte ferroviário seja colocado em evidência pelos políticos, comprometidos com a causa ambiental. Não causa a poluição e o desconforto dos ônibus, além de transportar um número muito maior de passageiros, dependendo do percurso até mais rápido.
    Minha próxima viagem será entre Belo Horizonte e Vitória. Soube que é uma viagem muito agradável. Quem já fez este trajeto poderia repassar algumas informações, como melhor dia da semana, preço, etc.
    Aqui no Rio de Janeiro, os trens urbanos também tiveram seus dias de glória. Depois de um longo período de decadência, ele volta privatizado e oferençendo um serviço de qualidade.
    Por que será que só quando o serviço é privatizado funciona bem?

  7. Delcio
    Posted 14/07/2008 at 16h56 | Permalink

    Sou de Mato Grosso do Sul… na cidade em q nasci, o trem não passa… ms desde mto criança… ficava mto encantado ao passar pela capital Campo Grande e ver os trilhos…
    Passando por La na semana passada… cresceu o sonho infantil de andar por Mato Grosso do Sul de Trem… como atualmente moro em Cuiaba não tenho informações a respeito dessa viagem… por favor se alguém tive… envie email… fico grato pela ajuda…
    abraço, Delcio
    email- delcio_gestor@hotmail.com