
Serviço de deseducação e barbárie pública.
“Trânsito”: política institucional de degradação das cidades e desvalorização do ser humano.
Procedimento padrão, praxe, hábito, ordem superior: “não atrapalhe as máquinas”.

Serviço de deseducação e barbárie pública.
“Trânsito”: política institucional de degradação das cidades e desvalorização do ser humano.
Procedimento padrão, praxe, hábito, ordem superior: “não atrapalhe as máquinas”.
6 Comments
Parece que a nação tupiniquim vai de mal à pior 🙁
Polícia para quem precisa de polícia.
Aqui em Aracaju acontece a mesma coisa!! A um tempo atrás uma viatura da Radio Patrula estava em cima da ciclovia e pedi educadamente para que eles retirassem o carro por que ali era local de bicicleta. Resultado… Quase preso por desacato ao trabalho policial!..
Lembrando… Falei educadamente!!
hahahaha.. que pulhas! alí no carro está escrito ‘Trânsito’…
Seria dever do autor da foto e da denúncia perguntar aos policiais o motivo de estarem parados no calçamento antes de publicarem e defamarem uma instituição que presta serviços valorosos para a sociedade, especificamente os soldados que são meros executores de ordens e são humilhados com a sua imagem sendo exibida e criticada a revelia. Critica é a melhor forma de corrigir vícios, mas ela deve ser feita de forma imparcial e fundamentada.
Creio que a falta desses dois pilares nas matérias publicadas nesse blog estão colaborando na banalização do mesmo, pois a freqüência de ataques a agentes públicos empenhados na melhoria do tráfego (de pedestres, de ciclistas, de veículos automotores e etc..) é recorrente e não procura avaliar o planejamento envolvido nas ações.
Toda e qualquer iniciativa de melhoria do tráfego na cidade deve partir de um equilíbrio entre todos os meios de transporte e deslocamento, não há como privilegiar este ou aquele, mas sim conscientizar sobre os benefícios deste ou daquele.
Nós, agentes de trânsito, estamos empenhados na tarefa de otimizar toda essa balbúrdia urbana, na qual, historicamente, o tráfego sobre quatro rodas foi contemplado com políticas que infelizmente priorizaram seu desenvolvimento e atual colapso. E dentro dessa confusão muitas vezes temos, sim, que adotar posturas como a da foto que escancara os dois companheiros na avenida paulista.
A maioria das intervenções, dada a situação caótica do tráfego, exigem, mesmo a nosso contra gosto, que nossas viaturas sejam estacionadas no calçamento. Porém cabe ressaltar que os efeitos colaterais desses atos são temporários e planejados, e que geralmente são praticados em função de uma necessidade maior. Claro, desvios de conduta acontecem, até mesmo com ciclistas e pedestres, porém eles devem ser apurados para serem expostos. Podem acreditar que o maior dos sonhos dos agentes de trânsito é o dia em que não vamos nem precisar usar viaturas, da mesma forma que sonha um infante com o fim da guerra. Guerra que sem a nossa presença podem apostar sera mais duradoura. Guerra que sem a nossa presença teria vitimado muita mais ciclistas, categoria na qual também me enquadro por ser um apaixonado praticante.
Joiner,
em nenhum momento houve crítica aos soldados ou aos agentes de trânsito, nem humilhação de indivíduos. Pelo contrário, a crítica é exatamente em relação à “ordem superior”, ao coro social que exige o “bom” funcionamento do “trânsito” em troca da violência cotidiana no espaço da cidade. Violência da morte, do atropelamento, do xingamento, da buzina, das cantadas de pneu, do estacionar sobre faixas e calçadas, dos vidros escuros, dos alarmes na madrugada…
A crítica é sim institucional, pois acredita o autor deste blogue que as instituições não são apenas exímias prestadoras de serviços públicos, mas durante muitas épocas e (pequenos ou grandes) momentos históricos, são também grandes responsáveis por terríveis deserviços à humanidade (independente do valor ou da postura individual de uma boa parte de seus membros).
Repito: não acredito que o estacionamento de veículos oficiais sobre as calçadas seja, de forma alguma, o caminho para conquistarmos mais mobilidade ou valorizarmos o espaço público. Pode resolver este ou aquele congestionamento, pode até ser absolutamente justificável em uma outra situação emergencial, mas geralmente serve mais para jogar o caos para debaixo do tapete, configurando pequenas catástrofes a longo prazo.
Os textos e fotos aqui não são, de forma nenhuma, uma crítica generalizada a todos os agentes da CET, policiais, políticos e muito menos motoristas (que são em número muito maior do que os primeiros). São apenas exercícios jornalísticos, artísticos, literários, fotográficos e de participação pública. Observações sobre como as “políticas” (públicas, privadas, micro ou macro) de mobilidade e vida se manifestam no cotidiano.
um abraço