… ou: “Por que nada vai mudar se a minoria motorizada não for contrariada”.
Carta publicada hoje, no Estado de São Paulo:
“A Prefeitura está reformando as calçadas do entorno da Rua Pinheiros, o que é muito bom – mas ao mesmo tempo em que faz a boa obra, diminui o leito carroçável da Avenida Pedroso de Morais, alt. do 240. Enquanto precisamos de mais espaço para o trânsito, isso dificulta a vida dos cidadãos.
XXXX – motorista paulistano <– nota do autor
A SubPinheiros responde:
“Esta subprefeitura está reformando as calçadas da Pedroso de Morais, Rua dos Pinheiros e Teodoro Sampaio. No total, são mais de 60 mil m² em toda a região da subprefeitura. Com relação às obras no canteiro central da Pedroso de Morais, trata-se de um projeto da CET executado por esta subprefeitura. É um projeto viário que facilita a travessia de pedestres e disciplina o fluxo de veículos no local, além de tornar a avenida um pouco mais permeável, com a instalação de um canteiro central verde. A obra estava prevista (resposta do dia 1) para terminar já na primeira semana de fevereiro.”
NILTON ELIAS NACHLE – Subprefeito
O leitor comenta:
Respeito a opinião do subprefeito, mas as obras trazem transtornos, pois antes o trânsito fluía normalmente. Nunca houve problema com a travessia, pois graças ao semáforo era possível atravessar com segurança (e os pedestres são poucos). Ainda acho que essas obras são lamentáveis. Também acabaram com a zona azul – que era uma vantagem, já que o número de estacionamentos é insuficiente para atender à demanda.“
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8 Comments
São Paulo é, de certa forma, uma cidade morta . . .
Eduardo, não é verdade. São Paulo é uma das cidades mais vivas do mundo. Mas da janela do carro é um tédio só, puro horror…
J.
Tadinho, tá ficando (só agora?) apertado para o seu trambolho de 2 toneladas.
Vai chorar na garagem, carrólatra. Ou então compra um veículo rápido (aka bicicleta).
“A RUA É NOSSA!”
Comentário interessante desse motorista, “era possível atravessar com segurança (e os pedestres são poucos).” Porque será que eles são poucos? Será que é porque eles tem medo de andar nas ruas já que os carros os expulsaram? Uma obra que previlegia os pedestres é cnsiderada um “transtorno” será que ouviram os pedestres? Aliás, como esse motorista sabe que a travessia de pedestres, naquele ponto era feita com segurança? Será que ele já fez a travessia a pé? Eu duvido.
Esse motorista merece um daqueles adesivos: Eu não respeito os pedestres.
Inúmeras vezes sinto vontade de colar em vários carros adesivos assim.
Às vezes eu preferia ser um ignorante, e ignorar essas mensagens. Mas é melhor poder ler a ser analfabeto…
Se ele não fosse uma ameaça ambulante, a gente podia até ter pena dele, coitado. Ele simplesmente não percebe a que grau está preso ao estilo de vida determinado pela equação ((in)felicidade = carro + consumo compulsivo). É simplesmente incapaz de compreender que alguém queira … atravessar uma rua!
“(e os pedestres são poucos)”
Acho que esse cidadão está com problemas na visão. A Teodoro Sampaio vive tomada por pedestres, assim como as suas travessas.