Bicicletada bissexta: celebridades no aniversário da Praça do Ciclista

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arte: luna rosa / contraponto e fuga

Na última sexta-feira de Janeiro, mais de 200 pessoas comemoraram o aniversário de São Paulo participando da Bicicletada, a celebração da mobilidade humana que resgata as ruas e promove a convivência entre as pessoas.

Um mês depois, astros e estrelas conspiram a favor do transporte inteligente: neste ano bissexto, o 29 de fevereiro também cairá na última sexta-feira do mês.

Massa crítica nas ruas, para despoluir o céu e abrir caminhos no chão.

Como se não bastasse a coincidência astrológica, fevereiro também é o mês de aniversário da Praça do Ciclista, batizada em 2006 e até agora a única do país.

A festa de quem usa transportes ativos estará recheada de celebridades. Atores, atrizes, políticos, intelectuais, artistas, músicos e outras personalidades desfilando pelas ruas em veículos inteligentes, que não contaminam o ar, não congestionam as ruas, não fazem barulho e ainda propiciam saúde, bem-estar e integração com o espaço público.

E o melhor: é de graça, é na rua e você não precisa ser famoso para participar! Veja este guia e saiba como se transformar em uma celebridade.

Não perca: outra Bicicletada em 29 de fevereiro, só em 2036.

sexta-feira (29/02)
concentração lúdico-festiva: 18h
pedal para humanizar o trânsito: 19h30
Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (mapa)

transforme-se em uma celebridade
faça o download, imprima e distribua o panfleto de divulgação
Praça do Ciclista completa um ano (CMI)
visite www.bicicletada.org
inscreva-se na lista de discussão

11 Comments

  1. Leonardo Cuevas
    Posted 27/02/2008 at 17h39 | Permalink

    Nunca tem como predecir mais ou menos qual será o itinerário da pedalada?

  2. João Lacerda
    Posted 27/02/2008 at 17h52 | Permalink

    Nobre Luddista,

    Sugiro a abolição do termo “não motorizados”. Caminhar é o meio mais antigo que descobrimos de nos deslocar, anterior a isso tudo que tá por aí… Inclusive essa tal de bicicleta.

    “Não-motorizado” implica que nós, que usamos tração humana para nos deslocarmos, sejam pedais, rodinhas ou os pés, somos algo em oposição aos motorizados. Quando é o contrário. Os motorizados vieram depois e nem merecem esse destaque.

    abs

  3. Posted 27/02/2008 at 18h08 | Permalink

    Concordo com o João.
    Além do mais, a diferença entre os modos de se deslocar nas cidades não se limita apenas a ter ou não ter motor.

  4. luddista
    Posted 27/02/2008 at 18h17 | Permalink

    Denir, João, discussão interessante.

    Concordo que o termo “não motorizados” (ou não-motorizados) pode ser substituído por outro (em especial nesse texto).

    Mas acho que a diferença fundamental entre os diversos veículos é sim o motor. É ele quem amplifica e cria disparidades de velocidade e o peso entre deslocamentos humanos e não-humanos.

    Se falarmos em modos de transporte, é claro que é tudo mais amplo, que veículos motorizados são muito bacanas para muitos usos (ônibus, metrô e até carros), bem como os “não motorizados” incluem a nobre arte de caminhar.

    Mas se falamos apenas em “veículos”, vejo a presença do motor como ponto chave para as diversas (in)sustentabilidades

    Talvez “veículos individuais não-motorizados”? Feio, né?

    Bom, talvez no texto ali em cima substituir “transporte não motorizado” por “veículos não motorizados” resolvesse… Mas como já tem um “transporte” logo depois, vai ficar feio.

    Enfim, ótima conversa…

  5. Posted 27/02/2008 at 18h23 | Permalink

    colegas, fiz uma substituição para corrigir o “transporte não motorizado”.
    abraços

  6. Posted 27/02/2008 at 18h55 | Permalink

    essa ilustracao da Luna ficou show.. q demais. linda.

    os ‘bons’ estão ali pedalando.. hahaha, até Nietzsche…

  7. Daniel Moura
    Posted 27/02/2008 at 23h31 | Permalink

    Mas o nome do blog não é Apocalipse Motorizado? Inspirado no livro de mesmo nome…? Não é disso que o blog trata: da nossa necessidade (ou não) dos motores para nos deslocarmos? De um mundo feito como se cada um de nós dependêssemos de um motor, de um combustível fóssil e não apenas do velho e bom feijão com arroz?

    Mas concordo com a colocação do João. Nós não somos a oposição. Os carros existem há pouco mais de um século. E a humanidade? Há quanto tempo existe?

  8. Gunnar
    Posted 28/02/2008 at 9h29 | Permalink

    Essa discussão é interessantíssima. De fato, é engraçado (triste) como a cultura do automóvel dominou e usurpou tudo. Certos conceitos simplesmente viraram senso comum – como por exemplo, de que é mandatório ter um carro para se locomover na cidade, de que a partir de certo nível de renda é apenas uma questão de tempo para se obter seu primeiro (e tão sonhado) primeiro carro, de que o carro é a prioridade do planejamento urbando, de que trânsito = carro, de que a preferencial é sempre do carro, de que pedestres e ciclistas atrapalham o trânsito…

    As pessoas nem param pra pensar que tudo isso é muito recente. A cidade é das pessoas! E eu exijo meu espaço, nem que seja na MARRA!

  9. Rieux
    Posted 28/02/2008 at 10h20 | Permalink

    Boa a observação do Wlad sobre a ilustração. Parabéns para a Luna.

  10. Posted 28/02/2008 at 14h12 | Permalink

    A discussão rolou mas esqueceram de responder o Leonardo, portanto vou responde-lo. Existe uma lista de discussão da Bicicletada, onde, as vezes, é sugerido e discutido algum itinerário. Para se inscrever na lista de discussão, uso o link que esta no post.

    Acontece que a “Lista de Discussão da Bicicletada” não é “A Bicicletada”, portanto já ocorreu do trajeto que, em tese, foi definido na lista, sofreu alterações na hora da votação, pois alguém sugeriu algo melhor. Mas sinceramente, não considero o trajeto o mais importante e sim o que acontece enquanto rola esse encontro.

    Se o seu medo é não aguentar o tranco, fique tranquilo, pois a velocidade do grupo é sempre a do mais lento, pois o objetivo é formar uma massa mais compacta possível, para que os ciclistas que estão no grupo possam conversar, interagir e pedalar com segurança. Inclusive já tivemos a presença da galera do Skate, Patinete e até pessoas a pé.

    O pedal da galera dificilmente passa os 20 km e dura mais de duas horas. Muito diferente do que acontece na maioria dos passeios noturnos, cujo o objetivo é pedalar o mais rápido possível e a maior distância. Se procura um grupo para pedalar com velocidade, possivelmente sairá frustrado, mas se quer conhecer pessoas e interagir com a cidade, esta mais do que na hora de conhecer a Bicicletada.

    Já Luddista, você poderia colocar entre parênteses como estava o texto antes da alteração, para nós, que pegamos o bonde andando, entender a frase que gerou a discussão.

    Abraços e até amanhã

  11. Leonardo Cuevas
    Posted 28/02/2008 at 17h59 | Permalink

    Obrigado André!

    Devagar e sempre!

3 Trackbacks

  1. […] São Paulo e Curitiba, bicicletada das celebridades. Em Aracaju, bicicletada dos palhaços. No Rio de Janeiro, […]

  2. By Sexta tem bicicletada « FIXA SAMPA on 25/02/2009 at 16h12

    […] 2008 […]

  3. […] ano seguinte ( 2008), nova comemoração, com muita alegria e diversão. ( cadê a placa C q […]