
“Aproveitando-se da dificuldade que o cérebro (e em especial o sistema emocional) tem para distinguir entre a realidade e as imagens virtuais, a televisão reduz e degrada as interações entre as pessoas e destas com o território, substituindo-as pela contemplação de um espaço virtual selecionado intencionalmente a serviço da comercialização em grande escala.
O escapismo virtual está fazendo que muitas pessoas deixem de perceber a forte deterioração que está sofrendo o território. E também o que acontece com as pessoas “reais”, como seus vizinhos, companheiros e familiares. As pessoas reais são substituídas por virtuais (talvez esteja aí uma das razões pelo sucesso de novelas e da mídia de fofocas) e, com isso, dificulta-se a articulação de relações coletivas, tão necessárias para a sobrevivência e para cuidar do território.
A televisão mostra e torna sedutor um modo de produção insustentável ao planeta. Destrói a imensa diversidade de produções locais (que carecem de poder para influenciar a tevê), em geral menos agressivas para o meio ambiente, e as substitui por uma produção massiva e homogênea, controlada por um número muito reduzido de grandes companhias.”
traduzido do ConsumeHastaMorir
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4 Comments
É triste,
o pessoal sabe detalhes do fulaninho tal, por exemplo do reality show, mas não sabe nem o nome do vizinho de apartamento.
As pessoas nem mais se comprimentam.
Citando Fernando Pessoa:
“Movemo-nos muito rapidamente de um ponto onde nada está sendo feito para outro ponto onde não há nada a fazer, e chamamos isto a pressa febril da vida moderna.
Não é a febre da pressa, mas a pressa da febre.
A vida moderna é um ócio agitado, uma fuga dentro da agitação ao movimento ordenado.”
Luddista,
achei um post interessante nesse blog em inglês, sobre os “piores engarrafamentos do mundo”… cabe observar o que foi dito sobre Bangkok. 😉 http://thecityfix.com/the-worlds-worst-traffic/
Um abraço!
Nesse post que a Livia indicou tem um link falando sobre a cidade de São Paulo, chamando-a de “cidade dos muros”. Essa página tem nela o documentário Sociedade do Automóvel, legendado em inglês.
http://thecityfix.com/sao-paulo-city-of-walls/
A TV escolhe o que as pessoas devem pensar, consumir, recriminar, debater, determina quem é digno de pena, quem é bom, quem é ruim….
Milhares de crianças morrendo todo dia e só se fala da menina que caiu (?) da janela. Não que a morte dela não seja horrenda – apenas que tantas outras tão horrendas quanto, ou até mais, acontecem todo dia. Mas se a TV não mostra, não deve ser importante, né?
E dê-lhe sugar até a última gota de dramalhão da pobre mãe para encher a linguiça Nacional.
E dê-lhe lotar a missa de 7o dia da criança. Hipocrisia pouca é bobagem.