
Na última sexta-feira de julho, centenas de convidados-anfitriões participaram do sexto aniversário da Bicicletada paulistana.
Duzentos, trezentos ou quatrocentos, não importa: celebraram o encontro na Praça do Ciclista, a panfletagem, a conversa, a arte, a música, o pedal e os sorrisos.
curitiba: felipe
No final da noite, o Bonde de Curitiba levou mais de 30 participantes da bicicletada paulistana para a capital do Paraná.
Os passageiros do bonde engrossaram o caldo das 150 pessoas que transformaram as ruas curitibanas durante a bela manhã de sábado.

A Bicicletada é um nome impróprio, substantivo coletivo vindo do inglês “Critical Mass” (Massa Crítica).
Substituição temporária do paradigma de mobilidade humana, oportunidade não-condicionada de convivência, atividade de resgate e humanização dos espaços, diversão, acontecimento.

Encontro de seres vivos que acontece uma vez por mês ou por dia, podendo significar também passeio, protesto, manifestação, confraternização de amigos (des)conhecidos nos espaços públicos.
curitiba: felipe
A massa transforma as ruas,
a experiência é de liberdade.
são paulo: luna rosa
Cessa o barulho, aparecem as vozes;
Sai o perigo, surge o prazer.

curitiba: felipe
Sorrisos em trânsito se tornam visíveis.
A cidade é outra quando passa a massa.
são paulo: luna rosa
Por alguns instantes, podemos ir e vir.
Sem ameaças, sem buzinas, sem fumaça.
curitiba: falansterios
Quem participa experimenta outra cidade.
O trânsito humano é seguro e agradável.

Uma vez por mês, o impossível acontece.
Nas ruas, sonhos celebrados em tempo presente.
curitiba: luna rosa
Interferência real que abre horizontes na fuligem,
promovendo alternativas e fomentando a mudança.
curitiba: falansterios
Sem heróis, sem líderes e sem fronteiras,
longa vida à massa crítica!
são paulo – juliana diehl
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10 Comments
Lindo, parabéns a todos.
Isso foi bem legal.
Longa vida à Massa Crítica!!!!!!!!!!!!!
Passei pela praça do ciclista na hora da concentração, estava a caminho de um compromisso, mas deu uma vontade de participar…
Mto bom post.
Ab
Revendo agora o artigo reparei melhor no jogo das fotos … muito bacana.
Relação texto e imagens perfeitas!!
Obrigado pela companhia amigo!!
Vc fez sucesso com seu boné de Pirocptero hehehe!!
Abraços
Olá.
sou de joinville e faço parte do movimento passe livre de joinville.
Estou preparando uma fala sobre mobilidade urbana, enfatizando em transporte coletivo….
gostaria de trocar emeios sobre algumas questões…..
vc poderia passar seu contato ?
abraço
Luddista,
Pra variar…. a forma como você coloca as coisas impressiona. É como eu disse para a Highlander (rsrs)…. uma vez ela me perguntou quem era você. Eu falei “bom… gabaritadíssimo esse aí…”
Linda vinculação. Adorei.
Estou acompanhando a programação da Bicicletada e de todo o movimento, afinal sempre fiz o possível para preferir bike, transporte coletivo ou “sola” em todos meus deslocamentos.
Participei pela primeira vez da bicicletada nesta edição “eixo do bem”, de25/07. Fez jus ao nome. Aproveitei para fotografar e fiquei feliz de ver que já foi publicado aqui o link para meu álbum (ver acima, em São Paulo – fotos)
Também comprei a revista “Vida Simples” edição especial “Vá de Bike” e vi que vocês tiveram a merecida exposição. A revista InDicas, que circula no Brooklin, tem como matéria de capa “A Hora e a Vez das Magrelas”. Ou seja: “demorou” para a mídia e autoridades se tocarem de que esta é a tendência.
Quero aproveitar para mencionar dois episódios que flagrei na Bicicletada:
1 – Um motoboy folgado, com baú e tudo, passou por entre a massa crítica na R. Vergueiro. E ainda queria bater boca com um dos organizadores.
2 – Um senhor, aparentemente das camadas mais humildes da população, mas nada humilde na atitude, berrou “Lugar de bicicleta é no parque” enquanto a massa crítica passava por uma rua de pouco tráfego no Paraíso. Ele próprio não estava sendo prejudicado em nada, mas decerto é alguém que deveria ir ao trabalho de bicicleta.
É, ainda temos que conviver com isso, para dizer o mínimo…
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[…] Relato e fotos (e links roubados) do Apocalipse Motorizado […]
[…] O primeiro encontro nacional de Bicicletadas ocorreu em julho de 2008 e contou com a presença de 138 pessoas participando da Bicicletada Curitiba e mais 26 cicloturistas descendo a Graciosa. Quem esteve nessa primeira edição com certeza quer estar presente novamente. Duvida? Dê, então, uma olhada nas fotos e relatos do ano passado. […]