
foto: Camila Nastari
A cidade de São Paulo já tem, pelo menos, cinco empresas de entregas feitas por ciclistas. Bicicletas não poluem, não fazem barulho e podem ser tão rápidas quanto as motos.
Confira no + Vá de bike + os endereços e telefones das empresas de entregas por bicicletas em São Paulo, Santo André e Belo Horizonte.
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26 Comments
Curitiba tem a Via Bike, do Alan, http://www.viabikecuritiba.com/default.htm.
Acrescentei lá! Valeu pela dica…
Tá de brincadeira. Uma moto chega a 80km/h fácil nas ruas (Curitiba, como referencia). Tem horas que você é ludista demais.
Caro Rafael, não confunda velocidade máxima com velocidade média.
Em cidades paradas como São Paulo, motos não passam em vários “buracos” nos quais as bicicletas passam na boa.
Mas já corrigi o texto com um “podem ser tão rápidas”….
Para trechos curtos eu concordo, mas passou de 10km fica inviável. Talvez bikes entregando documentos e tal na região mais central. Parece uma ótima solução.
Aliás, a quantas anda aquela idéia de pedágio no centro da cidade? Começaram a falar na mídia e logo esqueceram. Deveriam colocar.
Rafael…
para distâncias maiores do que 10 km é viável sim!
já trabalhei na Bike Courrier, e o que mais tinha era entrega para São Bernardo dos Campos; Diadema, Zona norte…
e estas viagens, não demoravam mais do que 1 hora…
diferente das 2 horas de serviço que vc é obrigado a pagar qdo usa o serviço de um motoboy..
portanto Entrega de Bike é tão rápido qto moto, mais barato e não poluente!…
Motos, o próximo inferno de São Paulo…E outras capitais entupidas.
Uma boa ideia. Também tem aqui disso em Moçambique. Já vi ciclistas transportando colchão de cama, tubos bem grandes, cadeiras e mesas.
Um abraço desde Moçambique,
Hugo
http://mozambiquebikeculture.blogspot.com/
Rafael
Como assim pararam de falar do pedágio urbano? Tá certo que diminuiram as notícias sobre esse assunto, porque todo mundo agora fala de Olimpíadas, mas não pararam não… Ontem mesmo li uma notícia dizendo que a prefeitura mandou para a Câmara um projeto que autorizava o pedágio urbano, mas assim que o Kassab percebeu que esse item tinha ficado no projeto, pediu correndo pra tirar ele de lá, com medo de gerar polêmica perto da eleição. Tá na Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u433322.shtml
O que acontece é que a imprensa deu um pouco de sossego pros candidatos pra focar nas Olimpíadas… Mas tá acabando!
Mais:
Kassab critica soluções de Maluf e Soninha para o trânsito de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u408294.shtml
Soninha critica Maluf e defende criação de pedágio no centro de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u407898.shtml
Parlamentares rejeitam planos de pedágio urbano em Nova York
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u390050.shtml
Alckmin anda de metrô e não descarta pedágio urbano para resolver trânsito de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u429865.shtml
(incrível “alckmin anda de metrô” ser notícia, o cara devia fazer isso sempre que seu roteiro permitisse, mesmo fora da época de eleição)
De documentos a pizzas, para distâncias curtas, médias ou longas, a bicicleta é sempre a melhor opção.
Não é a toa que em cidades como Londres ou NY as entregas por bicicleta predominam absolutas – ou será que lá é todo mundo burro e sem pressa?
Aliás, analogamente, lá os [i]bike messengers[/i] são tão odiados quanto os motoboys aqui. Com a diferença de serem também invejados e uma referência de moda. ;OD
A única coisa que impede esse mercado de crescer no Brasil é o velho e bom preconceito.
Como assim 80 Km/h??? A velocidade máxima dentro de Curitiba é 60 Km/h… Ou para motoboys alei é diferente??? rsrsrs
Márcio Campos,
Como assim “o próximo inferno de São Paulo”?
Já não é bastante infernal o que se passa nas ruas da cidade?
Quando ando por outras cidades, a primeira coisa que noto é a quantidade muito menor de motos nas ruas.
Próximo nada. Motos já são um inferno.
@Cesar Augusto: achei que tivesse uma rodovia dentro de Curitiba, estou enganado?
Reforçando o vaticínio do Márcio, a coisa ainda vai piorar muito. O que segura uma explosão de vendas de motos e scooters entre a classe média é a bizarra estatística de uma morte por dia (aliás, há quanto tempo os paulistanos convivem placidamente com ela? Algum dia vão fazer alguma coisa? Alguém se importa? Qual o nome da estatística que morreu ou vai morrer daqui a pouco nesta 6a? E pensar também no lobby de Honda e companhia, que simplesmente conseguiram alterar o Código Brasileiro de Trânsito com medo de as vendas diminuírem).
Como os carros, as motos estão batendo recordes de venda, são 240 novas por dia, como mostrou uma matéria carrocêntrica do SPTV de ontem (14/08).
http://tinyurl.com/5vfvhj
A hora que a classe média chegar em peso… Xii… Dá para piorar, e muito.
Sim, sim… eu sei.. tem a BR 116 e a BR 277 que passam por Curitiba… Mas também não duvido que os motoboys e outros de moto não andem a mais de 80 nas ruas, quando o trânsito tá livre, mas tb quando não está…
Uma emissora Global fez um desafio entre moto e bicicleta, eles sairam da sede da emissora no Brooklin e foram até a Praça da Sé, uns 16 km. Realmente a moto foi mais rápida, fez em 26 minutos, enquanto o ciclista fez em 28 minutos.
Dois minutos é o que compensa estimular as entregas de moto? A que preço? Ao preço de uma morte por dia? A maioria das mortes que ocorrem entre os motoqueiros são de trabalhadores que andam no limite o dia inteiro e uma hora viram lombada. Já das 86 mortes de ciclistas em 2006, NENHUM era ciclista profissional (que trabalha fazendo entrega de bicicleta).
A bicicleta é infinitamente melhor que a moto e luto para que um dia tenhamos mais ciclistas que motoqueiros na cidade. Com certeza a cidade vai agradecer, inclusive os motoqueiros.
É o que o Leandro disse, Vitor. Tão logo chegue definitivamente o caos para a classe média automotiva(está próximo), teremos uma migração em peso para as duas rodas motorizadas, como já sinaliza o aumento das vendas. Então seremos cortados pela esquerda, pela direita, por um enxame de motos com mauricinhos e patricinhas apressados para ir para a “facu” !…
Repita comigo: “eu era feliz e não sabia”
Márcio Campos
Tive uma época que ia trabalhar de bicicleta. Era perto, só vinte minutos. Mas era muito perigoso. Os motoristas não respeitam os ciclistas:
– viram a direita sem se importar se você está passando,
– a velocidade da bicicleta é muito baixa, o que é muito perigoso pois os carros te ultrapassam em qualquer lugar, inclusive onde não da como viadutos que só passa um carro,
– é difícil sinalizar mudanças de direção de bicicleta (nunca vi piscas nas bicicletas),
– eu chegava suado ao trabalho.
Hoje vou trabalhar de motocicleta. Me sinto muito mais seguro e respeitado. Tenho um bom espelho retrovisor, boas lanternas, e ando numa velocidade compatível com a via.
Não podemos nos esquecer que os ciclistas são a categoria que mais desrespeita as leis de transito, furando sinaleiros, subindo na calçada, etc.
Há uma pizzaria no meu bairro que faz entregas de bicicleta. Lá em casa esse é um dos fatores que pesa na hora de decidir para qual pizzaria ligar.
Existe uma distância muito grande – infelizmente – entre motoboys, motoqueiros e motociclistas. Falta de educação existe em qualquer lugar, e quando se trata de motos não é diferente. Eu sou um motociclista que até dá seta para fazer uma conversão ou mudar de faixa. Isso para mim é REGRA!
Olisses
Pois é, bicicleta é só pra quem pode.
Ah sim, em tempo: eu respeito todas as sinalizações de tráfego para bicicletas. O único problema é que elas não existem. TÓIM!
Olisses? Dá onde você tirou essas estatísticas? Na semana passada um motociclista passou por mim e chutou a minha roda da frente em plena Vereador Josè Diniz quando estava a uns 30 km/h. Quem faz o trânsito ser perigoso para os ciclistas são os motorizados que não respeitam as leis de trânsito. Quando um ciclista fura um semáforo, no máximo ele coloca em risco a vida dele, já quando um “amigo” seu chuta a roda de um ciclista, ou quando um motorista não dá a preferência ao ciclista numa conversão, ou quando um ônibus pressiona um ciclista para sair da frente, quem não só esta desrespeitando as leis de trânsito, mas também colocando a vida de outro em risco são os movidos a motor.
Aliás, você sabia que o único veículo que realmente pode andar entre os carros são os “não-motorizados?” Agora me fala, quem é que não respeita as leis de trânsito? São os ciclistas ou todos os motociclistas da cidade? Se não conhece as leis, procure o art. 211 do CTB.
Abraços
André Pasqualini
Aliás, só complementando Olisses, para resolver o problema dos carros que viram a direita sem se importar com você, basta sair da sarjeta e andar a um metro de distância da guia.
Prefiro lutar para que a cidade seja mais justas, com pontes e viadutos sendo adaptados para que ciclistas e pedestres tenham acesso também, do que comprar um carro ou uma moto e me entregar a esse sistema que nos “obriga” a ter um carro.
Tem gente que acha difícil beber água e pedalar ao mesmo tempo, mas com a prática a gente aprende. É como trocar as marchas de uma moto, tudo no começo parece complicado. Aliás, existem piscas para bicicletas sim, basta procurar no mercado livre ou numa bicicletaria.
Prefiro chegar suado no trabalho de bike do que poluir mais que um ônibus usando uma moto. Pedalo 14 km e nem chego tão suado assim, vou com uma roupa de ciclista, que não retem o suor e quando chego no trabalho coloco uma roupa normal. Não tenho chuveiro e uso uma toalhinha para tirar o excesso.
Uma pena que você trocou um meio de transporte tão eficiente, que fazia tanto bem a você, por um outro que faz um mal tremendo a cidade, te coloca em risco diariamente e ainda colabora para aumentar ainda mais seu depósito de cerveja.
André,
concordo com tudo o que você disse. Andar de bicicleta é mais correto ecológicamente, e muito melhor para a saúde. Concordo também que o que faz o trânsito ser perigoso para os ciclistas são os veículos motorizados. Mas é este justamente o ponto. É mais perigoso andar de bicicleta do que de motocicleta, não importa de quem é a culpa. Concordo que em um mundo ideal as pessoas deveriam andar mais de bicicleta, mas este não é o caso.
Admiro que você prefira lutar para que melhorem as condições de trafego de bicicletas, mas não tenho a mesma disposição que você.
Quanto a poluição, com as nova legislação as motocicletas fabricadas a partir de 2009 poluirão menos que automóveis.
Realizo entregas por toda grande São Paulo com minha bike (Speed) me sinto só no trânsito pois praticamente naum vejo mais ninguem realizar o mesmo … tem meia duzia de ciclistas (verdadeiros ciclistas) que aman o que fazem e estão se doando neste ramo..espero que nós tenhamos o reconhecimento nescessário para tal função, que por sinal é uma delicia de faze-la todos os dias..no final do dia ganho de presente um LINDO por do sol como forma de agradecimento de todo o meu esforço nas ruas . Abs a todos
presizamos de fazer entregas sp regiao central cep 011 012 013 014 015
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