
Em uma tarde de setembro, meia centena de ciclistas urbanos reunidos nos espaços virtuais resolveram colocar no papel algumas opiniões e análises sobre as dificuldades, conquistas e necessidades de quem usa bicicleta em São Paulo.
O texto coletivo, que cirulou por listas de email, foi assunto de chats e conversas, recebeu centenas de alterações não é uma versão conclusiva nem estática. Como disse um dos autores, talvez nunca existirá uma versão definitiva. Mas a análise e a opinião destes especialistas empíricos sobre as ruas da capital merece ser escutada.
Manifesto dos Invisíveis
Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?
Para nós, cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só será seguro pedalar em São Paulo quando houver ciclovias”, ou que “a bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar agora. E já pedalamos! Nós e mais 300 mil pessoas, diariamente. Será que deveríamos esperar até 2020, ano em que Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo) estima que teremos 1.000 quilômetros de ciclovias? Se a cidade tem mais de 17 mil quilômetros de vias, pelo menos 94% delas continuarão sem ciclovia. Como fazer quando precisarmos passar por alguma dessas vias? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada?
Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados. A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, grandes exemplos de soluções criativas: Bogotá e Curitiba.
Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.
A recente iniciativa do Metrô de emprestar bicicletas e oferecer bicicletários é importante. Atende a uma carência que é relegada pelo poder público: a necessidade de espaço seguro para estacionar as bikes. Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.
A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.
Não podemos e não vamos esperar. Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos desde já contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Vamos liberar espaços no trânsito e não poluir o ar. Vamos fazer bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.
Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.
A rua é de todos. A cidade também.
Nós, que também somos o trânsito:
Alberto Pellegrini
Alexandre Afonso
Alexandre Catão
Alexandre Loschiavo (Sampabiketour)
Alex Gomes ( U-Biker )
Ana Paula Cross Neumann (Aninha)
André Pasqualini (CicloBR)
Antonio Lacerda Miotto (Pedalante)
Aylons Hazzud
Ayrton Sena Santos do Nascimento
Bruno Canesi Morino
Bruno Gola
Carolina Spillari
Célia Choairy de Moraes
Chantal Bispo (Eu vou voando)
Daniel Ingo Haase (FAHRRAD)
Daniel Albuquerque
Eduardo Marques Grigoletto (CicloAtivando)
Fabrício Zuccherato (pedal-driven)
Flávio “Xavero” Coelho
Felipe Aragonez (Falanstérios)
Felipe Martins Pereira Ribeiro
Fernando Guimarães Norte
Gustavo Fonseca Meyer
Hélio Wicher Neto
João Guilherme Lacerda
José Alberto F. Monteiro
João Paulo Pedrosa (Malfadado – PT)
José Paulo Guedes (EcoUrbana)
Juliana Mateus
Laércio Luiz Muniz
Leandro Cascino Repolho
Leandro Valverdes
Lucien Constantino
Luis Sorrilha (BIGSP)
Luiz Humberto Sanches Farias
Marcelo Império Grillo
Márcia Regina de Andrade Prado
Márcio Campos
Mário Canna Pires
Matias Mignon Mickenhagen
Mathias Fingermann
Otávio Remedio
Paula Cinquetti
Polly Rosa
Ricardo Shiota Yasuda
Rodrigo Sampaio Primo
Ronaldo Toshio
Silvio Tambara
Thiago Benicchio (Apocalipse Motorizado)
Vado Gonçalves (cicloativismo)
Vitor Leal Pinheiro (Quintal)
Willian Cruz (Vá de Bike!)
outros sítios

29 Comments
Peraí!!!! De onde foi tirada a afirmarção que Curitiba é um exemplo de solução criativa??? Temos aqui 57 carros para cada 100 habitantes. E uma prefeitura, uma empresa de que administra o transporte, uma empresa de planejamento urbano e uma fiscalização de trânsito que não estão nem aí para quem usa bicicleta como meio de transporte. Acredito que Curitiba também padece da mesma mentalidade de São Paulo. E acredito que em 5 anos, teremos o mesmo trânsito engarrafado que São Paulo enfrenta em todas as horas dos dias, já que a atual administração (que pelo jeito vai ficar mais 4 anos) não melhora o sistema de transporte coletivo, colocando mais linhas, ônibus, criando soluções para as pessoas usarem menos os carros.
O manifesto já está no meu blog e meu nome já está na lista.
Eu também sou o transito!
Simplesmente Sensacional isso!!!!!
Perfeito….
Posso colocar no blog do Ciclo Urbano?
Sensacional, não vamos deixar de pedalar esperando por ciclovias.
Achei o texto excelente, o conteúdo sobre o uso das bicicletas é uma realidade que todos precisam ter consciência. As cidades não têm mais capacidade para atender às necessidades da cultura do uso do automóvel como meio de transporte. No mundo inteiro, os governos têm estimulado, cada vez mais o uso da bicicleta como meio de transporte, no Brasil também será assim, vamos lutar para conseguir que essa atitude se torne uma realidade a curto prazo. Contem comigo.
Presidente da Comissão Municipal de Segurança e Educação para o Trânsito de Juiz de Fora- MG
Sensacional!!
Também sou trânsito e estou na luta!
Cesar, concordo com você. Já disse mil vezes e repito que pedalar em São Paulo é muito melhor do que pedalar no Rio e em Curitiba. Com certeza, como é um manifesto aberto, uma pessoa que não conhece Curitiba pode se iludir com a propaganda de que aí tem 150 km de ciclovias. Pedalei dois dias na cidade e nunca havia uma ciclovia por perto e quando havia, ela era muito estreitar e com muitas deformações.
Já nas ruas, os carros respeitam muito menos do que em São Paulo, como aí eles ainda podem correr, (duvido que a 5 anos, nesse ritmo, consigam) parece que somos intrusos nas ruas, dificilmente dão a preferência, tanto para ciclistas como pedestres. Parece que a propaganda do governo daí tá muito boa.
Abraços
André Pasqualini
CURITIBA?!?!? Um exemplo!?
Rapaz, isso aqui é o INFERNO dos ciclistas! Tudo isso aí que o André comentou e muito mais. As ciclovias, no final das contas, servem mais aos motorizados do que aos ciclistas, lavando-lhes as consciências, afinal, “o ciclista não deveria estar na rua”…
Tirando esse detalhe, o manifesto ficou lindão. Dá até um nó na garganta, hehe! ;O)
Também assino, José Paulo Guedes Pinto (Ecologia Urbana)
Gostaria de fazer uma pergunta a vocês, bikemaníacos, odiadores de automóveis, ônibus, caminhões, motos e seus respectivos motoristas.
Porquê são tão contra a construção de ciclovias ? Dá para alguém ser sincero, e me responder botando prá fora este sentimento interior sado masoquista ?
Silvio, acho que você entendeu mal. Não somos todos odiadores de automóveis, ônibus, caminhões, etc. Defendemos o transporte coletivo, e inclusive o utilizamos. Não somos contra a construção de ciclovias, mas elas não são a solução. Como dissemos, o que precisamos é de respeito nas ruas, às quais temos direito. Queremos o compartilhamento da via. Não somos sádicos muito menos masoquistas. Até porque, gostamos da liberdade de andar de bicicleta por onde quisermos. Ciclovias são importantes, mas não são elas que irão resolver os problemas. Quer saber mais sobre isso? Leia estes post aqui do apocalipse motorizado. Abraço.
http://apocalipsemotorizado.net/2008/06/23/portland-nao-tem-ciclovias/
http://apocalipsemotorizado.net/2008/06/25/muito-alem-das-ciclovias/
Oi Sílvio. bom receber visita de alguém “de fora”, alheio ao problema dos ciclistas urbanos.
Você, Sílvio, não deve ser usuário frequente de transporte público, menos ainda de bicicleta como transporte. Sabe por que é assim? Porque foi decisão pensada dos governos não investir na eficiência de outras modalidades de transporte que não o automóvel particular, a indústria do automóvel move muito dinheiro. Houvesse linhas de ônibus, trens e metrô em profusão, com conforto, certamente você acharia um absurdo ter que ir às áreas populosas da cidade de automóvel particular.
Não odiamos carros, ônibus, motos e motoristas, nem gostamos de correr risco pedalando entre eles. Já o contrário é frequente, somos diariamente ofendidos e ameaçados de morte pelos condutores de automóveis. Eles não percebem a armadilha em que foram metidos, acreditam mesmo que usar seu automóvel na cidade é “um direito”. Direito que quando todos quiserem, será para ninguém. E isso é para breve.
Ciclovias são segregadoras, desnecessárias se houver o devido respeito à vida humana. Os motoristas, cujo cérebro é um suco, insistem em percorrer 100m à 60km/h, meter buzina e farol sobre o ciclista, cruzar perigosamente à sua frente, espreme-lo junto à guia, tudo para parar no próximo semáforo vermelho e esperar(sem reclamar, buzinar, dar farol ) mais 3 minutos.
Sílvio, o inimigo do motorista é motorista do carro a frente. Esse é quem lhe tira de fato a mobilidade na cidade, quem o impede de progredir na via.
Gostaria de vir pedalar conosco?
Abraços aos que questionam “dogmas”
Márcio Campos
Olá, Silvio!
Faço das palavras do Vitor e do Márcio as minhas! Ciclovias podem ser úteis, mas, justamente por segregarem, podem causar um efeito inverso, em que o ciclista, quando não está na ciclovia, acaba sendo desrespeitado por isso. Isso é bem comum no Rio de Janeiro, onde há várias ciclovias que vão do nada a lugar nenhum. Aconteceu também comigo em Florianópolis, onde uma parte de uma ciclofaixa acabou de ser implementada. Ela, por enquanto, não liga muitos lugares e, tentando entrar nela, sou desrespeitado justamente por não estar nela (com o detalhe de que sequer nos permitiam chegar a ela). Ciclovia seria algo desnecessário se as pessoas se respeitassem. Quando as pessoas forem melhor educadas e o trânsito passar a ser mais humano, não haverá necessidade delas existirem. Acredito que este seja o ponto crucial da questão. Ciclovia é um remediador de um problema, ela não é a solução para aquilo que o causa.
Abraços àqueles que respeitam a vida.
Fabiano
opa, sou trânsito também…
Silvio Pereira?
Eita, deve ser aquele cara que “ganhou” o carro caro e foi até expulso do partido do governo.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u70771.shtml
Para ele o normal deve ser gostar de carros caros e de corrupções morais.
Te cuida, Silvinho!
Eu não odeio carros, eu apenas não gosto de pessoas irresponsáveis, que colocam um amontoado de lata acima da vida.
Sou de Curitiba e reforço que a citação dela como exemplo não condiz com a verdade. Fora isso, o texto está nota 1000!
Eu também não sou contra os carros. Só espero que as pessoas os utilizem com consciência e descência, respeitando as leis de trânsito e a vida alheia.
Li, reli, assino embaixo e concordo com tudo, menos uma coisa: a crase em “Ás leis de trânsito”, no quarto parágrafo.
Felipe Antônio Paulon Fontes
Estou de acordo também, a bicicleta não pode ser encarada somente como um passatempo ou brinquedinho pelos outros motoristas e pedestres, o ciclista merece respeito e deve respeitar tb
O Manifesto dos Invisíveis vai além do uso da bicicleta e a construção de ciclovias e ciclofaixas, ele faz pensar seriamente e possibilita discussões sobre mobilidade urbana utilizando um modal de transporte por veículo não motorizado.
No nosso País ainda predomina o conceito de que bicicleta é para lazer e meio locomoção de podres, contudo, os movimentos do tipo bicicletada e o número de profissionais que se desloca com sua bicicleta para o trabalho demonstra que a sociedade deve ter outro entendimento e atitude no trânsito, o Manifesto presta-se a esse papel.
Respeitar a todos que utiliza o espaço público independente o tipo de veículo faz parte da civilidade e os ciclitas sabem colocar isso em prática. Partimentalizar o espaço coletivo, definindo calçada só para dedestre; ciclovias/ciclofaixas só para ciclistas e vias só para automóveis é reforçar a política da automobilidade.
Ciclovias é sempre necessária, mas não soluciona a complexidade da mobilidade que inclui: Engenharia, Fiscalização, Educação, Política de Infra-estrutura e mobilização da sociedade para contrução de uma cidade sustentável.
Parabéns!!
André Ferreira – Recife
A vida em duas rodas um guidao e um pedal como propulsor, temos que ser respeitados e respeitar pois o direito de ir e vir e’ para todos, sem distincao, queremos andar com nossas bicicletas e nao ser alvos dos motorizados em geral. Cebola biker
Manifesto dos Invisíveis: lista atualizada, com a retirada do trecho que afirma Curitiba ser exemplo de cidade com solução criativa ao transporte cicloviário:
Adriana de Oliveira Branco
Afonso Savaglia
Alberto Pellegrini
Alex Gomes ( U-Biker )
Alexandre Afonso
Alexandre Catão
Alexandre Loschiavo
Alexandre Palmieri
Alonzo “Chascon” Zarzosa
Álvaro Diogo
Ana Paula Cross Neumann
Andre Galhardo
André Mezabarba (Belo Horizonte, MG)
André Pasqualini
André Vinicius Mulho da Costa (Florianópolis, SC)
Angelo Augusto Vivian
Antonio Lacerda Miotto
Arlindo Saraiva Pereira Junior
Aylons Hazzud
Ayrton Sena Santos do Nascimento
Beto Marcicano
Bruno Canesi Morino
Bruno Cézar Grego (No Nose)
Bruno de Crudis Rodrigues
Bruno Giorgi Crisóstomo Ianoni
Bruno Gola
Bruno Rodrigues
Caio Yamazaki Saravalle
Carlos Cabral
Cármen Sampaio Amendola
Carolina Spillari
Célia Choairy de Moraes
Chantal Bispo
Chico Macena
Daniel Albuquerque
Daniel das Neves Magalhães
Daniel de Araújo Costa (Florianópolis, SC)
Daniel Ingo Haase
Daniel Moura (Maceió, AL)
Daniel Ranieri Costa (São Paulo, SP)
Daniela Pastana Cuevas
Danilo Martinho May
Drielle Caroline Alarcon
Eduardo Cooper
Eduardo Girão
Eduardo Lopes Merege
Eduardo Marques Grigoletto
Evandro L. Nappi
Evelyn Araripe
Fabiano Faga Pacheco
Fabricio Mouret
Fabrício Zuccherato
Flávio “Xavero” Coelho
Felipe Aragonez
Felipe Antônio Paulon Fontes
Felipe Martins Pereira Ribeiro
Felippe
Fernando Guimarães Norte
Filipe Franco de Souza
Francisco Pellegrini
Frank Barroso
Gabriel Silveira de Andrade Antunes (Brasília, DF)
Gerhard Grube
Guilherme Henrique Maruyama da Costa
Gustavo Bianchini
Gustavo Fonseca Meyer
Hélio Wicher Neto
Henrique Boney
Henrique Mogadouro da Cunha
Hilton Luis Moreira Bulhões
Ian Thomaz
Inês Castilho
Isaac Akira Kojima
Jeanne Freitas Gibson
Jeison Jaques Dück
Jessé Teixeira Félix
João Guilherme Lacerda
Joao Paulo Pedrosa (Portugal)
Joel Pinheiro
José Alberto F. Monteiro
José Paulo Guedes Pinto
Juliana da Silva Diehl
Juliana Mateus
Juliana Medeiros de Souza (Brasília, DF)
Júlio Boaro
Jupercio Juliano de Almeida Garcia
Kelaine Azevedo
Keline Cajueiro Campos Barreto
Laércio Luiz Muniz
Larissa Xavier Neves da Silva (Porto Alegre, RS)
Lauro Martins de Oliveira
Leandro Cascino Repolho
Leandro Coletto Biazon
Leandro Kruszielski
Leandro Valverdes
Leonardo Américo Cuevas Neira
Lewis Clementino da Silva
Lincoln Eduardo Paiva
Luciano César Marinho
Luciano Galicki
Luciano Ogura Buralli
Lucien Constantino (Lilx)
Luis Sorrilha
Luis Gustavo Lino (Goiânia, GO)
Luis Patricio
Luiz Humberto Sanches Farias
Maíra Rosauro Zasso
Manuela Ortiz
Marcel Manzano Lima
Marcelo Bunscheit
Marcelo de Almeida Siqueira
Marcelo Império Grillo (MIG)
Márcia Regina de Andrade Prado
Márcio Campos
Marcos Miranda Toledo (Belo Horizonte, MG)
Mariana Cavalcante
Mariana Zdravca
Mariane Palhares
Mário Canna Pires
Marla Estima Vargas Ranieri Costa
Matias Mignon Mickenhagen
Mathias Fingermann
Maurício Rodrigues de Souza
Mauro Baraldi
Michelle Bertolazi Gimenes
Mila Molina
Neide Gaspar
Otávio Remedio
Paula Cinquetti
Paulo V. Delgado
Polly Rosa
Poti Campos
Rafael Dias Menezes
Rafael Ehlert (Porto Alegre, RS)
Rafael Rodolfo Chacon
Renata Falzoni
Renan Peneluppi
Renato Kairalla Costa (Tinho)
Renato Panzoldo
Ricardo Lacerda Bruns
Ricardo Nunes
Ricardo Shiota Yasuda
Ricardo Sobral
Roberto Piani
Rodrigo Arnoud
Rodrigo Mendonça
Rodrigo Navarro
Rodrigo Sampaio Primo
Rodrigo Squizato
Ronaldo Toshio
Silvia Düssel Schiros
Silvio Duarte Moris
Silvio Tambara
Soraia Lopes de Miranda Silva (Brasília, DF)
Talita Oliveira Noguchi
Thatiane Hijano Costa
Thiago Benicchio
Vado Gonçalves
Verônica Mambrini
Victor Kazuo Teramoto
Victor Y. G. Takayama
Vinicius de Araujo Sant’ Ana
Vinicius Zanona (Guarapuava, PR)
Vitor Chiarini Zanetta
Vitor Leal Pinheiro
Wadilson
Willian Cruz
Yorik von Havre
Yuri Schultz
Olá, boa noite!
Me causou arrepios ao ler o Manifesto dos Invisíveis. Sou um ser da bike, seja no trânsito para me locomover de casa para o trabalho, seja nos matos fazendo trilhas.
Em meio ao trânsito caótico de Belém, realizamos nossa primeira bicicletada na sexta-feira passada, no auge das atividades do Fórum Socail Mundial. Éramos aproximadamente 100 ciclistas em busca de seu espaço nas vias de ciculação da cidade.
Por ter me identificado de imediato com as palavras do Manifesto dos Invisíveis, gostaria muitíssimo de assiná-lo tb!
Grata,
Ádila
moro em uma cidade no interior do Pará, e quando se fala em região norte logo se pensa em verdes florestas, cidades pouco urbanizadas, mas, a realidade não é essa, o que eu vejo aqui, é que a cada dia que passa estamos mais trancafiados dentro de nossa penitenciaria a que nós chamamos de casa, sem poder sair as ruas feitas exclusivamente para o trasito de automoveis, são inumeros as agressões sofridas por pedetres, ciclistas, cadeirantes e demais pessoas que precisam usar esse espaço que “é de todos”, foi por isso que assim que conheci o movimento da bicicletada resolvi reunir amigos e começa-lo aqui em nossa cidade, agora conhecendo e o manifesto ganhei mais força pra lutar contra esse caos urbano em que vivemos, é por isso que gostaria muito de poder assina-lo.
Grato Pedro Matos Alquimista
Muito bom o texto!
Sou de Porto Alegre e aqui recentemente estamos começando a ficar com o transito parecido com o de São Paulo.
Gosto muito de pedalar para ir para a faculdade, trabalho, mas está ficando cada vez mais difícil.
Eu daria mais uma idéia. Por que nao solicitar isentar o IPI das bicicletas? E melhor ainda, creio que o governo, com todo seu capital e impostos, poderia SUBSIDIAR bicicletas, isentando outros impostos sobre estes veículos, de forma a ficarem mais acessíveis.
A questão da convivência entre ciclistas e motoristas é complicada porque decorre de outro problema maior: a falta de educação de nosso povo. Se vc não se considera mal educado, não se estresse… vc é a exceção que confirma a regra.
Sem a educação necessária para entender que onde começa o direito do vizinho termina o seu é que ocorrem os desrespeitos.
Lamentavelmente não se consegue olhar para o ciclista que trafega pela rua como um indivíduo que tem direitos e vida como cada um de nós. Veja que uso o plural embora minha atitude como motorista seja a de um ciclista. Em outras palavras eu quando dirijo meu carro, continuo sendo ciclista e assim me porto no trânsito.
Mesmo tendo essa postura 100% favorável à bike, não compactuo com os desrespeitos que usualmente vejo outros ciclista cometendo. Acho que respeito é obrigação de todos, de parte a parte.
Infelizmente a corda sempre arrebenta no lugar mais fraco e hoje esse é o ciclista.
Mas a luta não deve cessar. É tempo de eleições… que tal votarmos em candidatos que tenham um plano para melhorar a vida dos ciclistas em geral, seja aquele que escolheu o pedal como filosofia ou daquele que necessita dele como meio de transporte.
Assino embaixo, tem que mudar a mentalidade para o transito, e não tentar contornar que o transito esta cada dia mais um caos e as autoridades ficam apenas insistindo em ciclovias, tem é que educar mesmo aos motoristas a respeitarem mais a todos no transito.
pq Curitiba continua no texto?
gente, Curitiba continua no manifesto como exemplo de cidade amiga da bicicleta! tirem isso pelamordedeus! os políticos daqui estão adorando usar isso pra fazer propaganda enganosa, mas a real é que Curitiba está PÉSSIMA para os ciclistas, e tende a ficar cada vez pior, olhem só:
http://www.gazetadopovo.com.br/blog/irevirdebike/?id=1270774&tit=cruzes-de-madeira-em-frente-a-prefeitura-lembram-os-80-ciclistas-mortos-desde-2009-em-curitiba
o manifesto não é pra ser editado? então editem, por favor! queremos fazer um manifesto aqui também e referenciar o de vocês como base, mas com essa propaganda enganosa sobre curitiba aí não dá, né?
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