heheh, na vaga viva de sábado foi a nossa vingança.
Os motorizados, ligaram para a polícia 3 vezes…e nas 3 vezes argumentamos e coisa e tal.
“o seu gualda” só queria saber do “manda chuva”…
Aqui em São Paulo, o que impera é o uso privado dos espaços públicos. Mas resistiremos: nossas trincheiras são nossos blogues, nossas armas, são nossas bicicletas.
Minha rua e vizinhança está sofrendo um lento processo de degradação por causa do automóvel. Como se não bastasse o trânsito infernal que só diminui a noite, agora lojas de carros estão sendo abertas, e para nosso infortúnio, um posto de gasolina. Em 200 metros de rua se tem três revendas, um borracheiro, um mecânico e dois estacionamentos particulares, totalmente asfaltados, um a 2 metros da minha janela. É a cultura estúpida do automóvel acabando mais um pouco com nossa já precária qualidade de vida, aqui na retrógrada São Bernardo do Campo. Convido os membros deste blogue a uma visita à auto intitulada “capital do automóvel” aqui pela província, terceiro PIB do estado de SP, e vejam por si mesmos o quanto isto aqui é ruim e está piorando, tudo por causa da bolha de aço e vidro.
Fui morar num predio que fica no fim de uma rua sem saida !
São “n” apartamentos com “n” carros por apartamento, mas apenas uma vaga por apartamento !
resultado, a rua fica tão entupida, que as vezes é impossivel sair do estacionamento do predio, isso quando não tem umas brigas pra ver quem passa primeiro…
tenho carro, confesso ! mas quem usa é a patroa, eu vou trabalhar todo dia de onibus e trem e fico na janela do trem vendo a marginal pinheiros totalmente parada na ida e na volta e me pergunto de onde vem e pra onde vai tanto carro vazio !
é por essas e outras que aceitei me mudar pra Curitiba a trabalho…pelo que dizem lá é menos ruim…
aliás, nessa igreja ai minha irmã foi batizada…em 1977…
nessa época eu e meus irmão e alguns amigos andavamos de bike pelas ruas dos jardins.
nunca fomos importunados por carros ou seguranças armados até os dentes e com pose de autoridade…
vai fazer isso hoje por lá.
é tudo rua “particular”, onde ninguem pode passar a não ser moradores e trabalhadores da area…
É lamentável mesmo a situação de SBC! Recentemente, a cidade passou por uma reformulação viária milhonária e, segundo meu amigo Wellinton (que na ocasião trabalhava no planejamento viário de Santo André), nenhum centavo dispendido em favor das bicicletas. Bom, sendo irônico [ou sarcástico], o que uma cidade moderna, símbolo do progresso iconizado por São Carro, padroeiro extra-oficial de SBC, deveria fazer para inserir em suas ruas um meio de transporte tão antiquado quanto a bicicleta? Sinceramente, já gostei bem mais de pedalar por SBC do que gosto hoje.
Abraços
11 Comments
A invasão do espaço público para o uso privado.só para lembrar: São Paulo tem dessas coisas: 45% dos deslocamentos diários, são feitos por carros.)
Que absurdo!
Prova que a grana não serve pra nada quando o indivíduo é estúpido.
Suécia de Piratininga? Foi mal mas não entendi o trocadalho!! 😉
abs!
O que acontece se chamar a polícia?
Gunnar, não acontece nada. Já tentei (na verdade o PM estava do lado) e quase fui ridicularizado.
Pra maioria em SP isso é normal, a famosa inversão de valores…
Gunnar
heheh, na vaga viva de sábado foi a nossa vingança.
Os motorizados, ligaram para a polícia 3 vezes…e nas 3 vezes argumentamos e coisa e tal.
“o seu gualda” só queria saber do “manda chuva”…
Aqui em São Paulo, o que impera é o uso privado dos espaços públicos. Mas resistiremos: nossas trincheiras são nossos blogues, nossas armas, são nossas bicicletas.
Minha rua e vizinhança está sofrendo um lento processo de degradação por causa do automóvel. Como se não bastasse o trânsito infernal que só diminui a noite, agora lojas de carros estão sendo abertas, e para nosso infortúnio, um posto de gasolina. Em 200 metros de rua se tem três revendas, um borracheiro, um mecânico e dois estacionamentos particulares, totalmente asfaltados, um a 2 metros da minha janela. É a cultura estúpida do automóvel acabando mais um pouco com nossa já precária qualidade de vida, aqui na retrógrada São Bernardo do Campo. Convido os membros deste blogue a uma visita à auto intitulada “capital do automóvel” aqui pela província, terceiro PIB do estado de SP, e vejam por si mesmos o quanto isto aqui é ruim e está piorando, tudo por causa da bolha de aço e vidro.
Fui morar num predio que fica no fim de uma rua sem saida !
São “n” apartamentos com “n” carros por apartamento, mas apenas uma vaga por apartamento !
resultado, a rua fica tão entupida, que as vezes é impossivel sair do estacionamento do predio, isso quando não tem umas brigas pra ver quem passa primeiro…
tenho carro, confesso ! mas quem usa é a patroa, eu vou trabalhar todo dia de onibus e trem e fico na janela do trem vendo a marginal pinheiros totalmente parada na ida e na volta e me pergunto de onde vem e pra onde vai tanto carro vazio !
é por essas e outras que aceitei me mudar pra Curitiba a trabalho…pelo que dizem lá é menos ruim…
aliás, nessa igreja ai minha irmã foi batizada…em 1977…
nessa época eu e meus irmão e alguns amigos andavamos de bike pelas ruas dos jardins.
nunca fomos importunados por carros ou seguranças armados até os dentes e com pose de autoridade…
vai fazer isso hoje por lá.
é tudo rua “particular”, onde ninguem pode passar a não ser moradores e trabalhadores da area…
David,
É lamentável mesmo a situação de SBC! Recentemente, a cidade passou por uma reformulação viária milhonária e, segundo meu amigo Wellinton (que na ocasião trabalhava no planejamento viário de Santo André), nenhum centavo dispendido em favor das bicicletas. Bom, sendo irônico [ou sarcástico], o que uma cidade moderna, símbolo do progresso iconizado por São Carro, padroeiro extra-oficial de SBC, deveria fazer para inserir em suas ruas um meio de transporte tão antiquado quanto a bicicleta? Sinceramente, já gostei bem mais de pedalar por SBC do que gosto hoje.
Abraços