arte: coletivo interlux
A cidade de Curitiba é apontada como exemplo brasileiro de planejamento urbano, com transporte público organizado, crescimento projetado e cheia de espaços públicos de convivência livres de automóveis. Infelizmente, a administração municipal parece não estar muito disposta a estimular o desenvolvimento do modelo de cidade da qual foi pioneira.
A inclusão das bicicletas segue a passos lentos e tortuosos nos gabinetes da cidade e a prefeitura continua na contramão ao insistir que a melhor forma de lidar com as demandas e ações de seus cidadãos é a punição dos mesmos.
Três ciclistas foram condenados a pagar multas que somam quase R$ 3.000,00 pela participação na pintura da primeira ciclofaixa da cidade, atividade que aconteceu durante o Dia Sem Carro de 2007.
Com o valor das multas seria possível pintar 300 metros de ciclofaixa na cidade. Se forem computados os gastos com horas de trabalho de funcionários públicos, papeis e outras despesas vindas do bolso do contribuinte, os ciclistas estimam que seria possível construir alguns bons quilômetros de sinalização.
A Prefeitura insiste na cobrança, ainda que tenha poderes para reverter a decisão.
Os ciclistas resolveram lançar uma campanha de arrecadação para cobrir os custos da multa. O dinheiro será depositado em juizo e os ciclsitas prometem mover uma ação contra a Prefeitura por desrespeitar o Código de Trânsito Brasileiro, que afirma ser obrigação das autoridades municipais instituir a estrutura cicloviária da cidade.
As contribuições para quitar a multa da ciclofaixa de Curitiba podem ser feitas pessoalmente no Govardhana Yogashala (Rua Augusto Stresser, 207) no horário comercial, ou através de depósito bancário (Banco do Brasil – CC. 39812-8 / Ag. 0009-4).
O grupo pede que as doações feitas por depósito bancário sejam acompanhadas de um email para o endereço coletivointerlux @ gmail.com, com nome completo e RG.
A multa, imunda multa – arte bicicleta mobilidade
O crime ambiental – sobre o processo dos três curitibanos
ciclofaixas – grupo transporte humano
Ciclofaixa X Prefeitura – rodafixa
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4 Comments
Pesada a multa. E quem atropela alguém paga cesta básica. Não era para tanto.
Mas, bem, estavam errados, erradíssimos. Que paguem. Se todo mundo for dar uma de justiceiro, fudeu.
Não acredito que eles queriam “dar uma de justiceiro”, mas sim zelando pela própria vida. Esse era o poder público trabalhando. Acredito que pegaram pesado com a multa para que o fato não se repetisse, e os ciclistas ficassem com medo de fazerem novas faixas. Mas Brasil é foda o povo tem medo de seus governantes enquanto que deveria ocorrer o contrário.
curitiba é um lixo. beto richa tem muita moral no transito..né?
Agora lembrei da multa que o Pasqualini recebeu na primeira pedalada pelada.
Esquisito punir um ou três indivíduos por uma ação coletiva. E punir cobrando dinheiro é bisonho.