
Santiago, capital do Chile, tem muitas praças e parques. Ao contrário da capital paulista, suas áreas verdes e de convivência são repletas de agradáveis bancos para sentar ou deitar.
Em Santiago, nada de assentos sem encosto, nada de cercas ao redor das praças e nem sinal dos pântanos anti-gente que viraram moda nas áreas verdes paulsitanas.

Santiago tem milhares de confortáveis bancos e centenas de deliciosos gramados para que o cidadão aproveite seus dias ou horas livres no espaço público.
A São Paulo higienista dos pântanos, das cercas ao redor de praças e dos bancos sem encosto é lugar de passagem, é a anti-cidade que expulsa seus cidadãos do espaço público, confinando-os em celas móveis ou imóveis, verdes ou cinzas, pagas ou gratuitas.
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3 Comments
Sensação parecida eu tive em Buenos Aires. As pessoas de terno e gravata sentadas à sombrada comendo, lendo. Foi bom poder ver as coisas de fora um pouco, que é possível retomarmos esses espaços.
Abração!
Meu camarada de blackout, estou no Chile fazendo uma cicloviagem também!
Porque nao damos uma volta de bike pela cidade?
Espero que fique o tempo suficiente para ler esta msg.
Nos falamos, abraço!
Cidade de muros,de exclusão pela arquitetura deixando o publico totalmente separado do privado e esvaziando as ruas só gera mais violência em São Paulo.
Nada democrática é a arquitetura paulista onde até banco de praças são feitos de modo a evitar que um morador de rua se deite e onde embaixo das pontes concreto cavernoso com muitas pedras é colocado para evitar a presença indesejada de pessoas sem teto ao invés de investir em moradia a essas pessoas.E a AV:Paulista que abriga tantos prédios,não tem bancos para as pessoas sentarem e relaxarem na hora do almoço…Infelizmente em São Paulo se investe muito em embutir fiação dos postes no chão e pouco em retirar a água de bairros inundados desde 15/11/2009 como Jd Romano e Jd Pantanal.
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[…] Amigos haviam acabado de chegar de Santiago, onde também pedalaram. […]