O espírito da época

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Amanhã, 15 de março, uma jornada de exibição e discussão sobre o filme Zeitgeist acontece em diversas cidades do planeta (incluindo algumas brasileiras). O vídeo está disponível na internet (com legendas em português).

Zeitgeist é um termo alemão que exprime o avanço intelectual e cultural do mundo em uma época. Em tempos de tele-controle, biopoder, terrorismo midiático e escravidão financeira, o que pode parecer uma grande “teoria da conspiração” ganha força, ao menos para provocar reflexões mais profundas sobre o “espírito” da nossa época.

E a frase de Jimi Hendriz que encerra o filme é de arrepiar: “Quando o poder do amor superar o amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz” (When the power of love overcomes the love of power the world will know peace).

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Z-Day – exibições pelo mundo
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5 Comments

  1. Posted 16/03/2008 at 10h27 | Permalink

    E aí, Thiago!

    Antes de mais nada, parabéns pelo site e por “semear a dúvida” na cabeça do “Senhor Volante” brasileiro!

    Eu baixei e assisti o filme e além de aconselhar a todos (que gostaram ou não do filme) a ler esta resenha http://www.boingboing.net/2007/08/06/jay-kinney-reviews-z.html, gostaria de mostrar a minha visão particular sobre o filme.

    1- Fiquei em dúvida em relação aos efeitos estroboscópicos que aparecem em várias partes do filme. A primeira coisa que me veio à cabeça, assim como disse o Sr. Jay Kinney, foi a imagem do nosso anti-herói Alexander DeLarge tendo seu cérebro lavado no filme Laranja Mecânica. Sem falar nas partes onde se embaralham notícias de jornal com vozes sobre-postas;

    2- É um filme feito por e para Yankees. Mesmo tentando me convencer que nem todos os Yankees sejam Yankees, que devam existir vários “Noam Chomskys” por lá e que devemos ser menos racistas, não consigo me despir do preconceito que tenho em relação à produção cinematográfica daí. Seja ela “dependente” ou “independente”;

    3- “Religião é veneno”, como diriam nossos camaradas chineses. Todas elas, sem exceção, funcionam como um mecanismo de submeter os seres à uma ordem superior. Quando digo “religião”, incluo aí, todas as formas de alienação que distanciam o homem de outros homens, da Terra e do universo, incluindo aí boa parte das máquinas e aparatos que nos rodeiam. O filme trata basicamente da farsa cristã, o que é fundamental em países como os EUA, dilacerados psicologicamente pela Igreja Católica (Protestante) e pelas Igrejas Evangélicas Pentecostais e suas variações.

    4- Confesso que a linguagem “pop” estilo “auto-ajuda” me incomodou. Tudo bem que o público alvo seja semi-retardado (devido a doses massivas de poluição, comida ruim, pornografia, religião, drogas, inocência e falta de pensamento crítico);

    5- Pensando no “esquemão” que o filme denuncia e no fato de os seres humanos serem livres e senhores de seu próprio destino, não considero o filme uma crítica e sim uma ode aos homens que conseguiram submeter e sub-julgar os “tomadores de coca-cola” (entre as aspas pode-se ler ‘escutadores de iPod’, ‘comedores de McDonalds’, ‘motoristas de carros’, ‘usuários de Nikes’, ‘telespectadores em geral’, ‘usuários do Orkut’ e ‘leitores da Veja’) em meros carneiros preocupados apenas “em nascer e morrer”;

    6- Nós apenas enxergamos o que queremos enxergar, ou melhor, o que fomos ensinados a enxergar. Através da educação podemos convencer qualquer pessoa a ser qualquer pessoa;

    7- No fim das contas o filme se baseia na mídia oficial e na história da humanidade para desconstruir verdades “absolutas, judaico-cristãs, machistas, racistas, ocidentais e neo-liberais”. Ok, uma grande contribuição para fazer as pessoas pensarem um pouco em sua própria condição-humana, e já que ninguém mais lê livros em tempos de DVD e Noutibuque, nada melhor do que uma linguagem pobre e facilmente assimilada como o vídeo para atingir o objetivo desejado.

    Conclusão, um bom filme para manter os comedores de hamburgeres com medo e aumentar o sentimento de impotência do ser frente a tão poderoso esquema de dominação mundial. Pobres de nós.
    Agora levante a bunda da frente do computador e vá ler um livro, sim?

  2. Posted 16/03/2008 at 10h40 | Permalink

    Desculpe leitores, nós erramos:

    4- Confesso que a linguagem “pop” estilo “auto-ajuda” me incomodou. Tudo bem que o público alvo seja semi-retardado (devido a doses massivas de poluição, comida ruim, pornografia, religião, drogas, inocência e falta de pensamento crítico), mas é realmente incômodo ser tratado como um imbecil;

    A frase final é, obviamente, direcionada aos comedores de hamburgeres e não à você caro Thiago. Relendo o texto achei que isso ficou um pouco dúbio. Enfim, continuemos lendo, vendo, escrevendo, duvidando, criticando e rindo deste mundo. Me parece que a atitude é contagiante e libertadora!
    Grande abraço,

  3. Posted 16/03/2008 at 16h57 | Permalink

    “Trânsito começa na garagem” Virou lugar-comum a reclamação de que, no trânsito de São Paulo, são raras as opções para escapar dos engarrafamentos, que vão dos grandes corredores às vias menores.
    Mas há um grupo de paulistanos para quem nem sequer existe esse dilema de ir por aqui ou por ali. Eles vivem ou trabalham num beco sem saída. As longas filas de carros chegam à porta da casa ou do escritório. Às vezes, até dentro.
    “Já peguei trânsito inclusive no quinto subsolo da garagem para sair para a rua. Fiquei 15 minutos esperando. Daqui a pouco, vai ter marronzinho no estacionamento”, afirma o administrador Alan Falkas, 33.

  4. Danilo
    Posted 17/03/2008 at 14h17 | Permalink

    Na saída do condomínio que trabalho, às 18h, religiosamente há trânsito no estacionamento. Ainda bem que vou de fretado e o pego já na avenida em frente ao prédio.

  5. ecourbana
    Posted 17/03/2008 at 16h03 | Permalink

    O filme é bem bom, concordo que a parte de “saídas, soluções” está bem abstrata, bem zen. Porém o filme faz uma abordagem histórica correta do surgimento de instituições como o FED, explicita muito bem as tramas nas quais estão metidas as pessoas que estão por trás da disputa do poder mundial enfim, filme muito didático pra entender o espírito de nossa época.
    Valeu muito, vou repassar.
    Certeza que está faltando um documentário bom e grande com n soluções, com exemplos do que já rola e do que mostra ser um caminho bacana pruma sociedade superior à essa.